O nosso país caricaturado numa foto

549819_4711696026547_1351512820_nDuas portas, sobrepostas, a fecharem-se, a virarem o trinco para dentro e a deixarem a decisão de abertura a pessoas únicas. Pessoas que, metamorficamente, são donas do destino de uma nação inteira. Por algum motivo, por uma fase atribulada em que pareciam ser a única saída, a saída do mal o menos, foram para o interior dessa porta. E agora estão lá barricadas, cientes que basta pagar o empréstimo dela, da porta, para tudo se resolver. Sem perceber os cadáveres da precariedade que se estendem na calçada, os distintos jovens que já atravessaram a rua e estão na outra calçada a abrir as portas que os desejam, que os valorizam.

Assim, no dia que eles se ausentarem dessa portas, que as abrirem de fininho para sair, perceberão que só restam escombros, ninharias de uma calçada em tempos bela. Tudo por se fecharem dentro dessa porta e, sem espreitarem cá para fora, se sentirem donos da verdade, da razão.

Duas portas demonstram um país fechado, acabado, a caminho de um abismo que não escolhemos. Fosse eu mal-educado e diria: abram essa merda, seus cabrões!

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