Fazer faz-se, só não nascem crianças

sexo, amor, natalidade, pais, avósÉ um flagelo, uma realidade que contraria a falta de pudor crescente. Nos tempos passados, na altura dos avós e mesmo de alguns pais, o amor fazia-se no escuro, com partes de roupas vestidas e para se guardar num sigilo avassalador. Hoje não é assim, gosta-se da pele despida, das luzes acesas a potenciar a excitação, trata-se os corpos com culto e devoção. A carnalidade é viral.

Os jovens entregam-se à lascívia cada vez mais cedo, com a passagem para a adolescência. Não existem tabus no tema, em qualquer conversa de café que inclua jovens ou adultos, o sexo trespassa-se. Seja encapotado em piadas, seja patente em conversas directas. As mulheres já não o vêem como o acto de procriação, os homens já não acham que os desejos mais íntimos só podem ser satisfeitos nas casas do efeito. A mentalidade abre-se, dá-se asas ao prazer dos corpos se tocarem.

As décadas de oitenta e noventa trouxeram o boom da disco, das noitadas. A música electrónica e o rock começaram a apelar aos desvarios, ao sexo doido com pessoas das quais não fica a lembrança do nome. Tudo era uma festa e importava era aproveitá-la. Com isso, chegou uma peste dos tempos modernos, o HIV. Felizmente, foi divulgado o preservativo como forma de o precaver. Diminuía-se, assim, o risco de contágio e evitava-se as gravidezes indesejadas.

Neste novo milénio que vindoura, chegaram os grandes problemas económicas e financeiros, que fizeram despontar uma série de questões para nos permitir permanecer com a cabeça à tona, com o nariz acima do nível da água. Diz-se que até o desejo sexual baixou, as dores de cabeça sodomizaram as pessoas.

Resultados?

Em Lisboa, por exemplo, para cada 5733 nascimentos ocorridos, registam-se 6619 óbitos. Mais ainda, para cada 100 jovens, existem 186 idosos. Fazer é bom, começa é a urgir a necessidade de reproduzir também!

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4 thoughts on “Fazer faz-se, só não nascem crianças

  1. Amigo Ral como vamos?à muito tempo que nao comentava este blog…teve que ser no dia de hoje, em que anseio desesperadamente que o ultimo paciente chegue pra me por a andar, que dei de caras com o trecho deste texto ali perdido no meio de comentarios e posts com a sua graça!!
    admito que a primeira coisa que me saltou a vista foi a imagem (boa publicidade) e depois pelo titulo supus um conteudo de bom valor =P
    gostei sim senhor, e olha que aqui por estes lados o incentivo ao nascimento é tao bom que me sinto um solteirao por ainda nao ter no minimo um filho…lol os tugas devem ser dos poucos nas nossas idades que aqui qindq nao tem filhos!
    bem…resumindo que ja ouco um carro a parar, gostei! o tema sexo esta em alta mas sabe sempre bem, e venha dai uma grande e nova generacao!!! grande abraco

    • Grande, Zão 🙂 Saudades de te ver por aqui!

      É verdade, cada vez nos preocupamos menos em renovar gerações. A aflição de salvar a nossa está demasiado absorvente! No entanto, acredito que, aos poucos, a tendência irá virando! Chegará uma geração ainda melhor que a nossa 😀

      Grande abraço, amigo!

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