E o rei chegou

ovar, carnaval, chegada do reiSem a chuva a apregoar por contenção, o rei desfilou a seguir as crianças. Não só o rei e a rainha, como todos os que fazem as delícias do carnaval vareiro. Os que o vivem com união e afinco.

Ele chegou sorridente, como o sol que se instalava no céu. Á frente, as crianças desfilavam felizes os trabalhos manuais que, com o auxílio das professoras e professores, conceberam. Jogos de cor vistosos, roupas elegantes e divertidas. Sem interessar se era um fruto ou uma sátira, iam divertidas e isso é que conta. Como se pretendessem levar a seu reboque os foliões que desfilariam piadas, de seguida. O ambiente era aprazível, com as ruas vestidas de pessoas prontas a esquecerem o que de mal se passa em seu redor. E esquecerem e ajudaram quem desfilava.

Os sorrisos contagiam quem leva hasteadas placas de chacota ao que impera no nosso país, do Relvas ao Coelho, ninguém ficou esquecido. Não somos entendidos das ciências políticas, todavia falamos com propriedade dos problemas que nos assolam e sentimos nas marinhas. Usamos a boa-disposição, mas sem perder a verdade das coisas, a essência da crítica. Podemos usar sorrisos para expressar agonias, tal como fizemos.

O rei chegou e nós ficámos felizes. Sem palavras por dizer, sem piadas por fazer, só a aguardar o próximo desfile. O de domingo, depois do de sábado para alguns.

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