Em que século estamos?

londres, grã-bretanha, emigrantes, romenos, búlgaros, limitar, entrada, UE, vergonhaEm Inglaterra deseja-se “expulsar” todos os romenos e búlgaros, mesmo os que nunca entraram. O governo pretende conter todo o fluxo de entrada e ir mais longe, caso não se prolongue o tratado com Sófia e Bucareste, que lhes permite ter esse controlo desde 2007 até Dezembro deste ano, colocarão publicidade negativa de Londres nas paredes desses países.

Conseguem perceber o quão ridículo pode ser um governo? Publicidade a dizer que não se ganha tão bem assim, que os contentores do lixo estão sempre cheios, que os jovens têm problemas com o álcool, que chove o ano inteiro. Conseguem mesmo conceber? Eu fiquei completamente absorto, e boquiaberto, e estupefacto. Parece uma brincadeira de crianças, ao género do quem diz é quem é. Onde está a capacidade de manter as mentalidades abertas, de aceitar as diferenças? Estranha-me por se tratar de um país onde existe uma das cidades mais cosmopolitas da Europa, ou mesmo a mais cosmopolita, onde se cruza uma miscelânea enorme de culturas. E depois isto!

Toda esta conversa seria uma não-conversa, mas o próprio Cameron já disse que várias opções estão a ser analisadas, sem no entanto comentar as que já vieram a público. Vivemos uma fase difícil e devemos dar prioridade aos do nosso país? Pensem bem, é que se assim fosse estaríamos desgraçados para emigrar como o nosso governo nos pede. Os Búlgaros e Romenos não têm boa fama? Pois, mas fazer do jugo o remédio não me parece solução. Se lá existem maus, cá também os há.

Revolta-me esta tirania encapotada de defesa de interesses maiores, reparem que já falam da saída da UE, numa altura em que ela atravessa dificuldades. Pretendem sair uma ova, desejam é condições servidas à la carte. Não aceitaram o euro como moeda, como agora pretendem a livre circulação deles, mas com a de outros controlada. Ou a UE tem mão nisto, ou todo o conceito deste “Estado”, em que nos inserimos, cai por terra. Era, portanto, o mesmo que os presidentes da camara do Porto e de Lisboa, dizerem que não queriam pessoas nascidas em Santa Maria da Feira, Aveiro ou Loulé. O que era feito do país?

Pois bem, é o que a Grã-Bretanha pretende fazer. Ridículo, diria eu. Mas deixo o julgamento para vocês.

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