Acordar ao sabor do tempo

acordar, despertador, corpo pesado, cansado, fériasHoje, o sol ergueu-se, fez-se companhia destes últimos resquícios de ano. Está imponente e majestoso, pronto a guiar-nos por um dia mais. Por um dia que se quer feliz. Um bem-haja para ele.

Ontem, tive de volta amigos idos, amigos da emigração. Regressaram todos, estavam todos na mesma mesa, ao mesmo tempo. Uma noite ou tarde de café normal, vestiu-se agora de especial, pela ausência notada deles. Pelas esporádicas visitas, mas nunca em conjunto. Foi fácil perpetuarmos uma noite trivial pela madrugada, com palavras e brincadeiras, com políticas e diferenças culturais, com psicologias e filosofias. Foi um serão de amizade.

Chegada a manhã, veio-me nova constatação: férias! Férias são para andar a curtir todo doidivanas, a aproveitar sem limites, sempre com programas definidos, com a namorada de mão acarinhada, ou os amigos em organizações esporádicas. No entanto, férias traduz-se, também, em acordar sem despertador. Decifra-se em ser o tempo que define o espertar. E eu acordei assim, sem imposições do despertador, sem controlo dos ponteiros. Acordei sem a necessidade rígida de voltar a cair-me para o lado. Acordei ao sabor do tempo.

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