Coreia do Norte, a seu bel-prazer

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No passado sábado, em companhia especial, tive o prazer de ver o José Luís Peixoto apresentar o seu novo livro – Dentro do Segredo. Falou, entusiasticamente e durante tempo considerável, das suas aventuras e desventuras pelo país mais fechado do mundo. Aguçando o apetite, para uma leitura que se tem revelado deveras prazerosa.

Antes de prosseguir, dizer que a genialidade do autor estende-se à simpatia, com que se entrega a cada pessoa. Uma humanização brutal, nem sempre comum em pessoas no cume do reconhecimento.

Retomando, ele falava do grande embuste que a Coreia do Norte é. Explicando que a encenação não é para o estrangeiro, ou para os estrangeiros, é essencialmente para os próprios nativos – atarracados e magrinhos. Toda a informação circulante, naquele país, é de uma mentira absoluta, ao ponto de os habitantes acreditarem estar no país mais desenvolvido do mundo. Ao ponto de acreditarem que as ajudas humanitárias são prendas, pelo brilhantismo dos seus líderes. Soube isso, entre amontoados de outras coisas que prossigo a descobrir na leitura. Que aconselho vivamente, por consequência.

Quando compramos um carro, de repente parece que aparecem muito mais carros iguais a esse. É um fenómeno natural, que se desponta pelo elevado grau de atenção que passamos a possuir. Com a Coreia do Norte sucedeu o mesmo, para mim.

Qual o meu espanto, hoje, ao ler o Público, quando contemplo que lançaram um “rocket” para o espaço. Levando, de imediato, os americanos a considerarem um acto provocador. Aliás, segundo JLP, por diversas vezes se traduz assassino como americano, por aquelas paragens asiáticas. No entanto, não foram os únicos a reagir, os sul-coreanos e os japoneses seguiram a mesma toada de crítica. Só os chineses, principais apoiantes daquele descabido regime, se colocaram do seu lado.

A notícia foi apresentada na televisão norte-coreana, da seguinte forma:

“O lançamento da segunda versão do nosso satélite Kwangmyongsong-3 do centro espacial de Sohae […] foi bem-sucedido” e “o satélite entrou em órbita como previsto”.

Em seguimento, a Coreia do Norte solicitou a presença como Potência Nuclear na Constituição.

Foi esta a notícia que me disparou sorrisos, para a minha órbita. Como se sabe, o armamento deste país é, sensivelmente, do tempo que os Flinstones se passeavam pelas ruas. E o tal satélite, que eles anunciam, ao que tudo indica, não passa de estilhaços não identificados.

Assim, no seguimento da experiência do JLP, eu acrescentaria que, de tanto mentirem, eles próprios já se acreditam nas suas barbaridades. E, a meu ver, dos maiores perigos é a ignorância. Tomem cuidado com o totalitarismo, destes abnegados doentes pelo culto de uma pessoa. Ou, então, esqueçam. Eles andam longe e cá não devem chegar.

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