É por isto que gosto da Jerónimo Martins

Numa altura aflitiva, que o mundo se fecha em copas, que Portugal chora mais um orçamento de estado, surge a galope uma notícia que assombro. Pedro Soares dos Santos confirmou investimentos na agricultura.

As situações desenviolam-se cada vez mais perigosas. São autênticos estupros á nossa carteira; cada vez menos cercas abertas para os patronos; cada vez mais catadupas para a morte dos velhinhos. É um país de luto, que não veste preto. Vela, mas não veste. Aguenta, que é para o que está.

Como se sabe, a coragem anda a perder-se, os sintomas são feios, feios, os médicos do governo aconselham a recolha em casa, ou de forma velada adensam a eutanásia como solução. Mostram folhes de uma vida desgraçadinha, para depois virem dizer que isto vai melhorar. Quando já me tiverem amputado as pernas, quando já me faltarem os braços, quando a cabeça estiver cansada e o coração a bater ao ritmo de acelerações maquinadas, de bypass, que se dane as melhorias. Dinheiro não irei deixar aos que a seguir vêm, deixo então esperança? Até essa se cansa, se embrulha no cinzento que o Belém, em tempos zona de descobrimentos, agora nos trouxe.

Porém, no meio do escuro qualquer raio de luz brilha mais. Faz mais fastio aos cegos. É por isso que o grupo Jerónimo Martins é apedrejado, em praça pública, a todo o instante. Pelos ceguinhos que, normalmente sem bengala nem cão, tentam governar este país. São falácias escorridas, para acabrunhar a opinião pública. São estupores, são pois.

– Oh homem, tu queres lá ver? Esses do Pingo do Doce são mais uns riquinhos que nos querem foder. Achas que são diferentes dos outros? Tu não vês as notícias?

E assim, os de interesses manhosos, vão minando a opinião de um dos grupos que mais dinheiro gera, que mais famílias alimenta e que mais dinheiro investe, tudo em Portugal. A sede fiscal não é diferente da dos outros, que também por lá fora estão. Quanto ao ganhar dinheiro, é lógico que o fazem. Quem não o quer fazer?

A notícia que me trouxe a este texto, que me faz, mais uma vez, de forma intrépida, mostrar admiração, é a prova cabal que a justificação, pós polémica pacóvia do 1 de maio, se confirmou. O Grupo Jerónimo Martins, na pessoa de Pedro Soares dos Santos, confirmou que num praz máximo de dois ou três anos, vai investir na agricultura. O motivo é claro e pode citar-se do próprio: “proteger as fontes de abastecimento”.

Certo, certinho, que aí vêm os habituais demagogos alertar que eles estão é a olhar por eles. E estão, claro que estão! Como acham que se fazem negócios de sucesso?

Não, não é somente ganhando dinheiro, que esses acabam por cair. Ganha-se com negócios em que todas as partes lucram. E este é um desses exemplos. A meu ver, claro.

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