Ministério das finanças diz que não a carros usados para a justiça, prefere novos.

Hoje, sobre a manhã, o que me alindou o ecrã foi a notícia do ministério das finanças, que recusou a sugestão de compra de veículos usados pela justiça. Vi alguma revolta, patente em publicações cibernéticas. Alguma é o termo simpático para muita, claro.

Pasmem-se, em todas saí em defesa do ministério das finanças. Sim, desse, do Gaspar. No entanto, mantenham a calma e não saltem dos bancos da secretária para me atacar. Defendi dentro da conjuntura específica, do caso concreto. Não mais que isso.

Nesta situação, vi a medida da justiça como populista, quiçá interesseira. O Gaspar revogou o pedido, pois admitiu que a compra descentralizada tiraria potencial negocial e a utilização de veículos usados poderia aumentar os encargos de manutenção. Fazendo nota que eram 3 milhões de euros a verba pedida para compra de usados, pelo ministério da justiça, e que será essa mesma verba que será utilizada para a compra de novos, pareceu-me a atitude correcta. Correcta dentro desta realidade! A minha opinião é que a justiça aqui não deve ser vista como os bons samaritanos. Pois, a meu ver, só existem duas explicações para esta proposta:

1 – Populismo, puro! A ideia bacoca que comprando usados são os bons do regabofe.

2 – Fazendo uso desse populismo, nas entrelinhas, conseguirem carros de gamas superiores, de cilindradas apavorantes – disparando também os consumos.

Assim, neste somatório, a minha opinião vai a favor das finanças, do Gaspar. No entanto, sei que todos me chacinam pelo contraponto, imediato, que não deveriam era comprar nada. E eu até posso estar de acordo, que estou, no entanto não sejamos mais papistas que o papa. Todos sabemos como as coisas funcionam, todos temos conhecimento que os exageros surgem de cada transpiradeiro do governo. Afinal, eles são a maior máquina consumista do país.

Porém, não dando razão a esbanjamentos de dinheiros estatais, de notas com o nosso odor a suor, não sou utópico. Pensar que eles não comprariam carros, que todos andariam de transportes públicos, com a cultura vigente e enraizada é idealista. Eu, como não me considero idealista, pediria apenas para reduzirem as frotas, quem sabe optar pelo económico em detrimento do bonito. Por agora, paulatinamente, seria uma grande vitória – pelo menos a meu ver.

Contestatário sempre, conforme muitos posts me denunciam, idealista nem tanto.

CLIQUEM AQUI: Livro (ReALidades) – Ricardo Alves Lopes (Ral) 

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