Miguel Relvas – com meia-verdade de democracia.

A nossa democracia está mais ditadora que nunca. É austeridade por decisão única, é flagelo social por decisão única, é assassinato da classe média por decisão única. Decidirem sozinhos é que está na moda!

Mas nem é de mais uma medida que falo. É do jornalista que confrontou o Relvas, nos Açores, que entusiasmado lhe dedicou um cartaz, a gabar-lhe a fama em Angola, depois de o ministro lhe ter virado as costas no hotel e acabou ameaçado de pancada, pelos seguranças, e preso pela PSP – isto segundo ele. Segundo o Relvas ele tentou entrar no quarto dele, foi violento e queria espancá-lo. Como certo tenho uma coisa: este senhor do governo não lida bem com a sociedade, pois não?

Estudar muito tempo “tá quieto”, vergar-se às polémicas pior ainda e o que dizer de quem fala mal dele. Um Hulk Hogan da política nacional, ainda que sem cabelos loiros e desenhos animados. Mesmo sendo uma personagem. Uma bruxa má se quiser encadear, este texto, com o que escrevi a semana passada – da feitiçaria, no Dá que Pensar.

O país impõe, cada vez mais, através de protestos, algum respeito. Eles não ligam. O povo vai para onde eles vão, gritar por esse respeito, e eles escondem-se nas entradas traseiras. O povo encontra-os, em obras do acaso, e gritam por esse respeito, acabando presos. Onde está a democracia? Aquela, tal, que se conquistou com os cravos?

Se eu tiver um filho e ele me tratar com impropérios, posso ir para o café dizer que ele é educado? Se eu tiver uma mulher que amo e nunca lhe disse, posso dizer aos amigos que estamos apaixonados? Se eu vir um rapaz a ser espancado e não fizer nada, posso dizer que o defendi? Se eu vir uma senhora velhinha a ser assaltada e fugir, posso dizer que sou corajoso?

Então porquê que estes governadores podem dizer que isto é democracia? Eles nem a eles se ouvem, quanto mais ao povo. Só existe meia-verdade nos meus exemplos, seja pelo ver a velhinha, por realmente existir sentimento de uma parte, mas isso não prevalece sobre a outra meia-mentira que apaga o fundo de verdade. Então é isso. A democracia é uma meia-verdade. Escolhemos até ao ponto que conhecemos, para depois vir a meia-mentira que afunda o que havia de verdade. A democracia.

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