Obama, o dia da reeleição

“Para os EUA, o melhor está para vir!”, foi assim que o Obama celebrizou a sua vitória. Sem muita fundura, só com uma frase que a todos agrada. A todos, como quem diz, exclua-se os que viam em Romney o futuro, que todavia se satisfazem, também, se pensarem que tudo vai melhorar.

O homem requintado, cheio de chiqueza e simpatia nas suas intervenções, venceu no colégio eleitoral, com mais do que os 270 votos necessários para se chegar à casa branca. Nos 9 estados nevrálgicos – Florida, Ohio, Virgínia, Iowa, Wisconsin, Colorado, New Hampshire, Carolina do Norte e Nevada – nesta luta cheia de salero e agressões, o Romney só venceu a Carolina do Norte, pelo que nem foi necessário esperar pela famigerada Califórnia, para se gritar “Yes, We Can”. Como nota, o Mitt estava na sua sede de campanha, em Boston, onde foi governador e mesmo assim – ou principalmente assim – perdeu para o Barack, o proprietário de um cão de água português.

Um país de enormíssimo potencial económico – nem tanto humano, acho – tem nos 7,5% de desemprego o seu grande flagelo, a armadilha do Obama. O que lhes dizer? Eu diria, “não sejam piegas”, nós aqui vamos com mais de 15 e ainda nos aguentamos – mais e mais. Mais austeridade é só uma pimentazinha num rabo já pouco refrescado. Vocês têm um presidente que, desde 2004, diz que não há republicanos nem democratas, há EUA, nós temos um primeiro ministro que mal apanha a oposição – mesmo a que faz parte do seu governo – no estrangeiro solta logo as garras para mais sacrifícios, dos eternos sacrificados. Aliás, podem, por lá, dar-se ao luxo de fazer campanha com o aborto, quando por aqui nem pessoas para engravidar temos. As de hormonas a fervilhar já andam pelo estrangeiro.

Assim, num momento de viragem, com base na continuidade, os EUA podem continuar a rir-se do velho continente. Temos caricaturas de ministros a ser guiados por austeras medidas, conquanto os do graveto, os americanos, se vão lançando para a Ásia e Médio Oriente em parcerias e aliados. Desde sempre nutri encanto pelo Hawaii, no entanto cada vez mais vejo que eu é que vivo numa ilha. Cada vez mais deserta; cada vez mais à procura de uma ponte que a ligue ao Continente.

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