Caralho, fomos felizes!!

Viver é uma coisa demasiado simples, pela complexidade que impele. Todos sabemos o que devemos fazer, qual o caminho, contudo baralhamo-nos nas encruzilhadas, questionamos as certezas.

Imaginam ter um livro, com toda a matéria de anatomia, com a ciência corroborante, e mesmo assim chegarmos ao exame e questionarmos tudo, o que os vastos médicos alicerçaram? Pois, viver é isso mesmo. Questionar tudo o que já foi feito, acreditar que todos nós temos uma teoria melhor. Já pensaram os milhões e milhões, triliões e triliões, que por aqui passaram antes de nós? No entanto, com tudo o que eles já viveram, nós discordamos. Cremos sempre ter o melhor remédio, para as vaticinadas malucâncias da vida. Somos assim, acreditamos pouco nos outros e de olhos fechados achamos ser mais certos. Vemos a folhar cair, como sempre caiu, mas temos a certeza que connosco cairá de forma diferente. A graciosidade será outra.

Nós somos isso: mineiros de conselhos! Só os usando para nos sentirmos mais libertos das nossas responsabilidades, porém. Se alguém achar a nossa disparidade um pouco lógica é o suficiente para nos atirarmos a ela, com unhas e dentes cerrados. Uns mais tresloucados, outros mais mornos e apaziguadores, mas todos confluentes na certeza que agora é que é. Encontramos a pólvora que durante 2012 anos, somados aos de antes de cristo, nunca foi descoberta. E avançamos, com força, com tanta força, que ela explode nas nossas mãos. Puuumm. E agora?

Voltamos ao início, velamos a nossa tristeza, sem um tempo bem definido, só com cloques do relógio de cuco, e depois despertamos e voltamos a ganhar a convicção que sabemos algo, que ainda ninguém descobriu. Que inventamos uma forma de viver melhor que a dos outros, que a nossa é que é. Somos os Einsteins e Jobs, da ciência de viver. Temos artimanhas, que para os para os outros passam incólumes. Somos bons, caramba. Acelera-se o processo e pumba, volta a rebentar. Raios!

E agora? Já tenho 60 anos e é difícil ter tempo de fazer uma nova teoria! Mas que se dane, vivi e isso ninguém me tira…

E aí sim, na velhice, se descobre a pólvora. Não interessa a forma, o conteúdo, ou a textura, interessa é passar por cá e agilizar tudo o que nos é dado. Se sorrimos, se choramos, se vencemos e aprendemos, se perdemos e crescemos, se formos surpreendidos, se surpreendermos, se beijamos e afagamos, se deixamos de beijar e abraçamos, se voltamos a abraçar e depois a beijar, se corremos, se o vento nos bate na cara, se deixamos a chuva enlear-nos, se vimos o céu e o mar, com um azul próximo e que se afasta, se sentimos as brasas do sol a colarem-se ao nosso corpo, se o coração palpitou em acelerações com pessoas, sítios e aventuras…. Caralho, fomos felizes!!

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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