Os meus 25 anos

É verdade, hoje abarco-me do quarto de século. Estou, espectacularmente, igual a ontem. Esperava um calafrio grande que me percorresse o corpo, de lés a lés, mas a verdade é que não. Está tudo na mesma, apaziguador e feliz.

Desde os 18 anos que acho que cada aniversário me vai trazer enormes mutações, que vou acordar homem feito, no entanto mantenho-me sempre catraio. Às vezes inconsequente, às vezes irresponsável e, na maior fatia do tempo, preocupado é em adubar divertimento. A verdade é que essas mutações não me aprazem de ser feitas, gosto mais desta textura liquefeita que me faz viajar por sonhos que alimento a cada dia, por imagens do impossível que acaricio sempre a certeza do quem sabe. Não me gosto demasiado sério, não sei ser essa pessoa.

Este dia, normalmente, deixa-me contrafeito, pela imposição de ser extraordinariamente especial. Nunca é absoluto em loucuras, todavia quando me guardo em lembranças, vejo que já tive aniversários brutais. Era pequenino e lembro-me de a minha mãe e o meu pai me vendarem os olhos, para eu acertar na Pinhata e fazer escorrer todas aquelas guloseimas e pequeninos brinquedos, para gáudio dos meus amigos do infantário e primária. Era um êxtase diferente do de hoje, mas tão, tão feliz. Lembro-me também dos primeiros jantares com amigos, que chegamos a juntar três e quatro aniversários, todos feitos em Outubro, para povoarmos restaurantes quase com a centena de pessoas. Admito, vinham os primeiros tragos de vinho e cerveja e as xicaras de café já com cigarro. Era o reboliço da entrada audaz na adolescência, onde fui tão feliz, onde tantas dores de cabeça dei aos meus pais. Os verdadeiros culpados de eu hoje aqui andar, de hoje ser feliz. Mais recentemente, quando já não me deleitava jantares herculanos, combinei jantar com 3 ou 4 amigos, para depois seguirmos para um desvario noctívago, como de costume. Qual o meu espanto com os 30 ou 40 amigos que me esperavam no restaurante, são imagens que jamais esquecerei. E poderia falar também de jantares mais afagados, com momentos mais íntimos, ou lembranças doces de pessoas que fazem a minha vida, contudo deixo apenas esta ideia. 25 anos de pessoas extraordinárias, que me fazem quem sou. Que não me deixam velar tristezas, ou desenhar desânimos. Sou um felizardo, um afortunado de sentimentos quentes.

Bem, agora, entro em nova etapa. Em mais um ano a colorir de pequeninas vitórias, a delinear de objectivos. Sou doido e inconsequente, mas a felicidade está no caminho presente para o futuro. Nunca me esqueço disso. Com isto, deixo um enorme obrigado às pessoas que estão a lembrar-se de mim, a fazer o meu dia crepitar com mais estrondo. Obrigado!

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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