O meu domingo

E assim passa mais um domingo. Primeiro a chuva e o bafo quente dos cobertores, depois uns raios de sol meio aturdidos, perdidos no meio de um inverno que já se cerra, e agora uma noite escura, com um ou outro pico de luz, em forma de estrela.

Comecei o domingo a indagar entre as pernas estendidas ao comprido, como se estivessem espalmadas, e as pernas encolhidas, como se fossem uma concha. A televisão já falava para mim, no entanto estava pouco capaz de a receber como fidedigna. Era só mais um embalo, da minha convalescença de sono. Lá me fui aligeirando daqueles pesos, pendurados nos olhos, e fui á cozinha. Sem grandes regalos, lá foi a torrada e o café. O almoço já vinha a galopar, mas aquela hora ainda não me assustava. Deu para uns cigarros acesos e umas leituras, foi bom.

Com a tarde veio o palpitar dos dedos, a vontade de esterilizar pensamentos vagos em palavras escritas. E lá fui, escrever, escrever e escrever. Primeiro sozinho, depois acompanhado, porém sempre absoluto na concentração do salpicar de letras, numa folha que já não começou branca.

Agora, começou a noite e o jantar já foi. As calças já me subiram pelas pernas, a t-shirt e a camisola deslizaram pelo tronco e estou pronto para um café com amigos, para quem sabe uma ou outra pancada nas costas e um soprar de parabéns.

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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