Dia Internacional da Menina

Hoje é o dia internacional da menina. Daquele doce ser que um dia será mulher, mãe, amante, amiga, esposa, feliz, triste, divertida ou carrancuda, porém sempre mulher.

Mulher é uma palavra que me fascina em todas as suas vísceras, que me deleita em todas as suas sílabas. Tenho conhecido e preservado grandes mulheres, belas existências que regalam os meus dias. Hoje é o dia delas, em modo pequenino e carinhoso. Menina é uma palavra tão macia, que nos cria um arrepio, que nos faz estremecer de imagem a imagem. As vozes são tão fininhas, espelham uma doçura que quase nos alfabetiza os diabetes. São seres que resplandecem um sol que por vezes não existe, sem hesitarem em criar um temporal num dia de sol raiado. São incertas e pulverizadoras, não dominam nenhum tipo de absolutismo, mas magnetizam-nos para um caminho que jamais deixamos de querer palmilhar. São mulheres.

Hoje, que é o dia delas em pequeninas, chicoteia-me a imagem daquela menina de 14 anos, feita de uma fibra que todos devemos invejar, que foi atacada pelos talibãs. Ela é um exemplo, pela sua dedicação e afoito nas lutas de uma causa muito maior, quando o cosmos se deveria acercar dela, apenas, para brincar com umas bonecas, começar a pensar nos primeiros beijos e a entregar-se em livros já com um rascunho de futuro. Mas não, ela já é grande, já é uma mulher que muitas nunca serão, nem tampouco homens almejarão ser. Ela não é só uma grande mulher aos 14 anos, ela é um exemplo de ser-humano distinto, honrado, batalhador e merecedor de ser seguido, relembro, aos 14 anos. Eu não labuto em guerrilhas de religiões, todavia é uma inflamação muito grande, a forma caustica como estes guerrilheiros se absorvem do coração a mando de regras de um livro. As nossas bíblias deveriam ser os olhares doces de crianças inocentes, os seus cacarejos de vida em brincadeiras tão sem sentido como bater em tachos e panelas, ou fazer penteados em bonecas. Brincar às escondidas não pode ser um abaixamento em trincheiras, com armas em riste. Não, não pode mesmo.

Hoje é o dia das meninas e eu envio um beijo gigante a todas as do mundo, com a esperança de um dia serem grandes mulheres, à imagem da grande infância que tiveram. Chega de guerras vazias de sentido, presas a passados que já la vão e a deuses que já não defendem, só atacam.

Beijinho, meninas.

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste destacado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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