Ao fim do dia o PM vai apresentar a conta da carteira da troika

Estou em alvoroço, irrequieto. Não consigo parar de mover a cadeira em formas circulares, usando as rodas, para me deixar cair numas ouras, numas tonturas, que me deixem a leste deste mundo ao fim da tarde.

Estou com receio desta semana que agora se põe, pois vem aí mais uma comunicação do nosso PM, do nosso honroso representante. Diz-se que as papoilas são saltitantes, mas cada vez me parecem mais as moedas e notas, essas sim saltitam. Ganham vida própria, como pequenos smiles que nos irritam ao agitar-se nas nossas carteiras, ao encontrarem jeitos para assim que lá entram saírem. São um raio de uma dor de cabeça. São umas serpentes, que tem o seu encantador para os lados de Belém pronto a enviá-las em voo para as bavieras, para a europa dos ricos.

Volto ao mesmo, aquele conglutinoso por onde às vezes redijo umas frases, para dizer que impostos acima, consumos abaixo. Parece-me óbvio, tão óbvio como ao final do dia virem más notícias. Más notícias em timings criteriosamente escolhidos, se o Pingo Doce esteve mal em fazer a campanha no dia do trabalhador, o que dizer de o PM vir avisar que estamos mais fornicados ao início do fim-de-semana. Se os outros, na boca de muitos, desrespeitaram um dia de direito dos trabalhadores, de batalhas antigas por legalidade, estes matam-nos com uma facada, desventram-nos com uma garrafa partida, à entrada do éden. Qual deles o pior?, parece-me justo questionar.

No entanto, nem tudo é mau, valha-nos o gosto que o Passos Coelho tem pela Manta Rota, ou esta imposição de austeridade teria nos sido doutrinada à entrada das férias, teria chacinado, sem piedade, mais alguns peões do comércio, restauração e hotelaria portugueses.

Ou, por essa altura, não se pensaria sequer em aumentar a austeridade e estas medidas vieram agora para pagar a carteira do artista da troika?

Para finalizar, gostaria de propor aos senhores do Banco Europeu, que apenas 3 anos depois perceberam que poderiam ajudar países comprando dívida, que estou disposto a propor-lhes um negócio do além, estratosférico. Então, é o seguinte, dêem-me um mês, uns simples 30 dias, e eu contraio uma dívida para vos oferecer. Reparem como sou generoso, não têm que me comprar a divida, sou eu que a oferece. Sem laço, nem embrulho, mas com a melhor das intenções. E uma oferta é sempre uma oferta, não se recusa.

 

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste sublinhado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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