Quero crescer muito

Terminei a minha parte do livro, escrevi os textos, revi em conjunto e enviei. Agora, que ainda nem sei a vossa opinião, ou da editora, já anseio por mais. Necessito de escrever, sou completo e feliz no blogue, bem como nos sítios para onde escrevo, todavia preciso sempre de mais.

É angustiante a sensação de insatisfação, o voltar a rotinas que por mais repletas e alegres que sejam, depois de umas férias, me parecem sempre tão pouco. Apetecia-me meter em milhares de projectos, criar coisas novas, coisas que ainda nem na minha cabeça existem. Apetece-me que, cada dia, seja o dia. Venho com ritmos acelerados, com freios desengonçados e pouco funcionais, só o pedal da aceleração funciona, depois de umas férias, que foram das melhores da minha vida, só quero mais e mais. Apetecia-me virar este mundo do avesso, subjuga-lo a uma dinâmica que as palavras ainda não podem redigir. Inventar, talvez, uma palavra que descrevesse essa instância de agitação, essa perseverança do novo.

O pior disto, depois de visitar locais paradisíacos na sua pureza natural, urbes agitadas e galanteadoras, é a pacatez de uma rotina. Viajar é um vício, entranha-se nas vísceras, levanta troféus de desejo. É um enriquecimento pessoal no seu estado mais puro, é um ganhar de inspiração no seu modo mais prazenteiro. Não fico triste depois das férias, fico é angustiado com a sensação que quero e posso mais.

Nestes intervalos de escrita apareceu-me mais uns rabiscos, mais uns rascunhos de projecto para fazer, no campo profissional, não no pessoal, não do da escrita, que certamente me irá hipnotizar, fazer-me levitar momentaneamente deste entorpecimento de genialidade.

O meu quintal é o mundo e é nele que quero viajar. Seja um quintal maior ou mais pequeno, é nele que quero passear, viajar e crescer. Quero crescer muito.

 

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste sublinhado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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2 thoughts on “Quero crescer muito

  1. Bom dia meu amigo….folgo em saber que foram excelentes as tuas ferias.

    O que me leva hoje em especial a dirigir-me a ti, já que leio sempre o teu blogue, é a seguinte frase:

    ” Apetecia-me meter em milhares de projectos…”

    Com calma e sabedoria se consegue fazer as coisas, tens o chamado sangue quente a fervilhar nas veias, tipico de um jovem como tu. Como eu me enquadro nestas tuas palavras, aliás, enquadrava, esta é a conjugação correcta do verbo. Porque com o tempo vais ter de acalmar, o nosso organismo não aguenta sempre a mesma pedalada, e com a idade vem a sabedoria de saber controlar emoções, e vontades, que por vezes nos leva a abraçar este mundo e o outro, e que por vezes não nos deixa concluir tudo !!! E se queremos ser bons, naquilo que fazemos devemos sempre concluir os projectos que iniciamos…

    Por isso meu amigo calma e uma boa gestão, para conseguires abraçar todas as tuas ideias e projectos.

    Um abraço deste teu “seguidor”……
    Sandro Rilho

    • Olá, amigo Sandro 🙂

      Percebo o que me dizes, tenho a consciência da necessidade dessa gestão, mas vivo com uma sôfrega necessidade de mais, exactamente, por saber que os anos me trarão essa apaziguadora gestão. Vivo num limbo, com uma sensação de é agora ou pode não ser mais. Tenho o meu emprego no mkt, vou agora apoiar o início de um projecto de amigos, tenho o meu blogue, escrevo mensalmente para um jornal, escrevo semanalmente para dois sites, redijo notícias para outro, terei um livro meu à venda em Novembro e mesmo assim apetece-me mais, muito mais. Não deixo nenhum destes projectos a meio, de maneira nenhuma, se chegarem ao fim, será com um fim pensado, contudo que me saberá sempre a pouco. Ainda procuro aquele clique, aquele projecto, que vai, numa devassa, mudar toda a minha existência, torná-la tudo o que eu desejo que seja. Talvez seja romantizado, talvez seja um sonho, mas só assim faz sentido para mim. Talvez venha a mudar isso, talvez não, mas o certo é que só o futuro o dirá e por agora continuarei a viver no presente. Por vezes num jeito angustiante pela ânsia, ainda assim acreditando que só assim vale a pena.

      Obrigado pelo conselho e partilha.

      Um grande abraço, deste teu amigo.

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