Conheço parte do Algarve

Estão a chegar ao fim, os dias pelo algarve. Têm sido intensos, vividos como se de uma rotina de trabalho se tratasse: pequenos planos a serem cumpridos.

Tenho visitado praias assombrosas, com penhascos de luz solar, com águas alternadas entre o azul céu e o verde esperança. É indiscritível a sensação de mergulhar por águas gélidas, com fundos reluzentes, com luminosidade própria, com rochas enfeitadas e peixes mexilhões. Nem a picada do peixe-aranha me faz mover desta opinião. Depois de anos e anos, férias e férias, pela primeira vez conheci parte do Algarve. Viajei pela nacional 125, deixei o sol crescer no pára-brisas e pôr-se no tejadilho. Permiti que a rádio tocasse movidas soltas, enquanto as árvores me desenhavam herdades, pequenos campos planos, até então desconhecidos.

Portimão é Portimão, tem praias tão belas, que me faz colocar a Rocha para segundo plano. Vive de uma urbe nocturna, que me leva ao R&B ou aos desvarios do Aoki. Vale muito a pena. Ferragudo é pacífico, inspira e expira paz, leva-nos a pequenos paraísos na terra, com mar. Um dos sítios mais belos por onde passei, entre rochas e rochedos, foi lá. Como se o mundo se tivesse alheado daquele pedaço de areia, coberta de rochas e banhado de mar. Alporchinhos, escadaria abaixo, leva-nos a mais um precipício de felicidade, a mais um banho de mar. Lagos tem uma agitação nocturna, por entre vielas, prazerosa, com o bónus de uma ginja servida num espaço a preceito. Não esquecendo uma praia, que dá pelo nome de Ana e se pronuncia com Dona, que apesar de lotada, nos fazia descolar para um voo de rapina, nos fazia mergulhar no céu e planar no mar. O que dizer de Sagres? Daquele Algarve tão mais ventoso, tão mais ondulado no mar, mas com uma beleza que se põe no horizonte, onde em tempos se pensava que era o fim, a falésia de água para outro mundo. Amo sítios que me remetem para uma pequenez, que tão grande me torna. A forma como fico pequenino a contemplar tão imponentes paisagens, tão perfeitos desenhos do além, faz-me sentir livre para viver. E como eu gosto.

Sábado, pela manhã, sairei para a última etapa destas férias, que tão feliz me tem deixado. Não me manterei por cá, mas continuarei ao sul. É mesmo o finzinho que se aproxima, contudo enchi os pulmões de um ar tão puro, tão puro, que espero me mantenha vivo até às próximas férias.

É bom viver.

 

PS – Não se esqueçam, caso tenham curiosidade de saber mais detalhes sobre o livro que lançarei, lá para meados de Novembro, basta clicarem neste sublinhado: Livro – Ricardo Alves Lopes (Ral)

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