O aceno de Ferragudo

São caminhos percorridos por filhos da terra, sem segredos ou grandes histórias por contar, que não deixam de me intrigar. São viagens por uma calma sobranceira, que se entranha na respiração.

As pequeninas casas, vestidas de branco a ombrear as suas chaminés, com calçadas que as alinham ordeiramente, fazem-me respirar de forma pausada, colocam-me a embeber energias que até ali desconhecia – por muito que já as tivesse sentido em algum lugar, num outro momento, são sempre diferentes. Os arbustos trepadores, como serpentes pelas paredes acima, o estreito das passagens, tudo faz-me sentir num sítio bem mais longe do que o que o meu imaginário alcança, por muito que a imagem se repita em vários locais.

Os cafés ao centro da praça, o ligeiro corrupio das pessoas de passagem, a imagem de aldeia, as caminhadas pelo silêncio, pelas barreiras de uma agitação que nos usurpa a atenção pelos restantes 11 meses. Tudo tão risonho.

Findada a escadaria, chegados ao cume da igreja, lá está o Rio Arade a acenar-nos adeus, com a noite pousada em si e Portimão ao fundo. Que belo que é Ferragudo!

PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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