A vagareza deste mar

As crianças a chapinhar, a serem elevadas ao alto de um colo adulto, de uns ombros de feições egípcias, tal como as pirâmides, para serem atiradas num voo de rapina, qual águia imponente, até caírem com um estrondo a verão nas águas pacíficas, esquentadas, do Algarve.

É melódico este mar, gosto do assobio dele quando chegamos às praias escondidas, entre poeiras de aparentes recantos esquecidos do mundo. Ele, por norma, encaixa-se nos areais de amarelo, que compõem o ornamento ao cimo das falésias, ao meio das esplanadas de bar de praia – à filme, mesmo.

É ligeiro o seu som, não fosse a forma como é ensopado de pessoas sedentas de verão e seria uma autêntica melodia de quietude, um hino à paz de alma. À inspiração. É apaixonante este mar, por muito que se aprecie a violência das ondas, a adrenalina da rebentação, este mar chama ao mergulho, apela ao refresco. Desloca-se com vagareza, com uma calma de quem não quer acordar bebés adormecidos.

O mar define-se pela sua vagareza, os meus dias pelo descanso.

 PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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