Tantos assassinatos, no nosso país!

Ando assustado. Em que raio de país nos estamos a tornar?

Tem sido por de mais, estes dias, as notícias de mortes por motivos passionais ou de simples rixas. Estamos a tornar-nos máquinas assassinas, sem contemplação para qualquer rejeição ao nosso eu. Qualquer divergência, qualquer abandono, serve de mote para linchamentos, assassínios, vinganças frias. Por onde andam os escrúpulos?

Não vão assim tantos anos que eu era miúdo, tenho pais que conhecem realidades distintas: o meu pai viveu parte da infância e início da adolescência no Brasil; a minha mãe nasceu e viveu vários anos na Venezuela. Ambos, com mais insistência da minha mãe, contavam-me histórias de violência nos referidos países, da forma como matavam por um simples relógio ou sapatilhas Nike. Tudo aquilo era cinematográfico, não conseguia decifrar uma imagem para o nosso país, de tão pacato que ele era.  Até de assaltos pouco se sabia, só se falava para ter mais cuidado nas grandes cidades.

E agora? Já vi carros incendiados, só porque sim, na minha pacata cidade, vejo pais a matar os filhos, ou vice-versa, no interior, namorados a matar as ex-namoradas pelo país todo, amigos que se pegam e um deles acaba morto, familiares que com partilhas ou arreliações se entregam um ao outro de caçadeiras ou bastões que levam a mortes. Que porra é esta? Estamos a tornar-nos um viveiro de serial killers?

Mata-se com uma facilidade que me assusta. É que nem é para roubar, é por ódios doentes, por intransigências incompreensíveis. Tornamo-nos assim tão cinzentos? Continuamos a ser hospitaleiros para os que vêm de fora, mas preferimos matar os que marcam a história da nossa vida? Porra, eu já fui abandonado e até enganado e agradeço a essas pessoas pelo que me deram, pela forma como me ensinaram a ver a vida de uma forma mais completa. Jamais seria capaz de matá-las!!

O que se passa connosco, portugueses? Não eramos assim, não somos assim! Chega desta violência, destes rancores feios, destas mortes ridículas. Já é tão injusto um dia termos que morrer, porquê precipitar isso?

  PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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