Por vezes temos sonhos…

Por vezes temos sonhos, que não deciframos como tal. São imagens longínquas, que se aprazem de verdade em momentos que poderiam ser esquecidos, apagados da memória.

Vivi poucos anos, mas muitos dias. Somando as horas, a que existo, dará um número que me fará sentir mais velho, dir-me-á que a viagem já vem longa. Já vivi mais de 211 mil horas, mesmo descontando as que dormi, as que mais não fiz que juntar pedaços de tempo, sem relevo, continua a dar um valor alto. Ganhasse eu os precários 5€ por hora, desde que nasci, e talvez andasse de descapotável feito na Baviera. Todavia, não é isso que me move, são as tais imagens abstractas que em determinados momentos se desnublam e criam uma verdade que nos rasga o rosto. Eu vivo uma dessas fases.

Sinto-me ridiculamente importante, não para os outros, somente para mim. É um egoísmo, vestido de modéstia; um orgulho, disfarçado de importância. Sinto que estou prestes a deixar marca, a assinar o meu nome em folhas intemporais. É irrelevante mencionar-me como habilidoso com as palavras, ou astuto com as linhas, pois a verdade é que isso é uma relatividade, de impossível concordância absoluta. Contudo, humildemente, uma única opinião positiva é suficiente para me altivar o ego. Conseguir que alguém, extrínseco a nós, se reveja em algo que escrevemos, se perceba em imagens escritas que redigimos, é algo indescritível.

Lá para Novembro, ou coisa assim, sairá um livro que foi feito – escrito – por mim. Não sei explicar a essência disso. Já viajei pelas mãos de tantos autores, já me emocionei e sorri em livros que outros escreveram, já me apaixonei por personagens e odiei tanto outras que era capaz de pegar numa caneta só para as matar. Nem sei o que dizer. Conseguirei alguma vez levar outras pessoas a esse átimo de prazer? Conseguirei, em algum momento, enlear pessoas na minha tecelagem de vida?

Sinto-me feliz e desejoso de mais. Não saiu o primeiro, não sei o veredicto, mas cada vez mais sei que isto não é só um sonho e um desejo, é uma realidade que quero perpetuar por uma vida, que espero longa. Descobri algo que me faz feliz, desde as minhas entranhas mais recônditas até ao meu sorriso mais visível.

   PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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