O sol que nasce em nós

Não está absolutamente pesado, mas está diferente. Sinto uns nós, de atacas, que não me permitem que o ar circule normalmente. Custa, faço cara de esforço para o ar descer, lento, pelas paredes da minha garganta. O caroço parece estar maior.

É sufoco, portanto. Não estou triste, mas não estou feliz, estou pensativo. Com saudades e medos. Sei o que quero, e quero sempre o que quero. Não existem complicações ou demasiadas derivações. É simples assim: quero o que quero e pronto. Quero-te a ti, claro. Quero-te sempre juntinho a mim, com doces prazeres de vida, com sorrisos de elixir de vida eterna. É a ti que eu quero, como sempre foi, como não me imagino a deixar de ser. É a ti e pronto.

Hoje o sol nasce ao fundo, lá para os lados de Marrocos e vai subindo, devagarinho, devagarinho, até chegar a minha casa. Vem com aquele amarelo alaranjado dele, fica-lhe tão bem. E mexe comigo, faz-me sorrir para ele, como se sorrisse para ti, ele é afinal mais uma coisa em comum entre nós. Vemos, e sentimos na nossa pele, o mesmo sol. São as mesmas estrelas que caiem sobre nós e o mesmo vento que nos sopra. São tantas coisas em comum.

Não vim para aqui fazer declarações, vim sorrir para o que sinto por ti, como sorri para o sol que nasceu em ti e que se vai pôr em mim. Que vai anunciar a chuva de estrela, que vem no reluzente da noite, e nos apadrinha o beijo. O tal beijo, aquele que quero mesmo dar, sorver e oferecer. É o tal beijo que eu quero. Sempre.

PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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5 thoughts on “O sol que nasce em nós

  1. Olá Ricardo,
    Há uns dias que impera em ti o romantismo. Imponentemente belo, serenamente enraivecido, suavemente lascivo, carinhosamente firme, saudosamente seguro de si, nostalgicamente revolto.
    Se lermos os últimos três textos seguidos, é isto tudo que transparece. Adorei.
    Boa semana,
    Anabela

    • Talvez seja verdade, Anabela. Não sei se propositado, se com mais força que em outras fases, mas certamente mais visível. Já faz alguns posts que não escrevo com os dedos, que têm sido as palpitações do coração a bater nas teclas e a criar trechos de verdade.

      Uma boa semana 🙂

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