Braços abertos

Um dia fizeste de mim céu, levaste-me pelas brisas do teu mar feito de nuvens, entregaste-me a tua visão da Terra, o teu olhar azul.

Um dia nasci, portanto. Sou hoje mais um ser que habita este nosso mundo, mais de uns que de outros, mais aproveitado por uns do que por outros, mas este mundo de todos. Daqui a nada faz um quarto de século que por aqui ando. Como o tempo voa, ainda ontem andava de chupeta ao redor da minha mãe, a puxar as pernas do meu pai.

E estes dias, os da nossa ausência? A que velocidade passam? Compassam-se por um relógio lesto em movimentos, preso de articulações. Ele anda, contudo devagarinho, devagarinho. Custa a passar. É tudo mais complicado, afinal.

Agora piscava o olho, deixava fluir uma visão nubla e ele tinha término. Acabava e tu aparecias por entre o nevoeiro dos dias mal dormidos, das saudades apertadas. E eu, eu aqui te espero.

Vem, tenho os meus braços abertos.

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