Falhas de luz

Cheguei ao escritório e evaporou-se a net. Telefone a gastar pacote de dados, computador quase morto e aqui estou eu. Fico um pouco desnorteado, ou não estivesse 95% do meu trabalho naquelas ondas diluídas no ar, que me levam até ao outro lado do mundo em segundos.

Foi um senhor, com a sua meia-idade e um chapéu que não nega o estilo da labuta, que por distracção deixou a sua carrinha de caixa aberta embater num poste da PT. Puuummmm, foi o barulho que se propagou pela aragem, até à máquina de café onde me encontrava, e me deixou claro que algo de pouco agradável estava a acontecer. Feridos? Apenas o poste e a carrinha. Levando, também, a algumas escoriações no meu trabalho que agora está parado.

É difícil nortear-me nesta secretária, neste computador e nesta situação. Que raio faço eu sem net, quando tenho um site para lançar e uns veículos para divulgar? Estou preso numa cadeira, com cordões de aço, que não me deixam movimentar os braços atrás das costas. Esperneio e grito por ajuda, mas logo os senhores da PT me avisam que ninguém irá ouvir-me. É oficial, estou isolado do mundo e sem ferramentas para trabalhar. E agora? Por cá me fico, até um bafejo de sorte me permitir voltar a ver a luz do dia, por entre os escombros de um acidente que não é meu.

PS – Já sabem que para saber mais sobre o livro que, em princípio, irei lançar, é só passarem aqui: https://www.facebook.com/groups/118634761614210/

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