Ar leve e feliz

Sinto que posso tocar. Tenho a recordação do cheiro doce e leve, com um ligeiro trago a mar, bem como da sua forma tesa de felicidade. Chego a sentir que o sol acorda mais bem-disposto, que me traz a brasa, passo por passo, até à hora de almoço. Que me amacia, com delicadeza, o sorriso que emana do meu rosto, do peito, da pele, de todo o corpo.

Sinto-me leve, como se me soprassem palavras de amor, nas minhas costas, projectando-me para a frente, num voo raso de felicidade. A pairar sobre a minha cidade, de todos os dias, vestida de outras cores e formas, com outra alegria. A minha urbe torna-se mais alegre, até no dia da despedida para a cidade de outros. Quando saio com a minha mala, de carro comercial, atestada de sacos, e saquinhos, de malas e de bebedeiras de felicidade. É assim que eu parto de férias.

Hoje, porém, a cidade está linda pelo sol que a elogia, pelas cores que tem mostradas nos seus azulejos, pela forma como me empurra com o seu jeito traquina. Hoje, ela viu-me acordar para mais um dia de trabalho, viu-me partir para uma jornada completa. Contudo, sinto já o pairar de um ar que não é o de todos os dias, que é de uma textura leve de verão. Uma textura que nos prende a bochecha e a estica até ao limite do sorriso. É um ar de felicidade que abafa os pesares de crises e de problemas conjugais, ou rotineiros.

Estou quase, quase, a ter uns dias de férias. Todavia, hoje o que não me falta é trabalho, por isso, vamos lá pôr mãos à obra.

Até já, amigos.

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