Isqueiro aceso

Estou sem ideias, só me apetece acender o cigarro. Deleitar-me com aquele compasso, que dura desde o acender do isqueiro até ao ruborizar do cigarro. Uma eternidade, na viagem da vida.

Um parágrafo está feito, mas continuam a faltar-me as ideias. Estarei a secar? A aumentar as dificuldades de diariamente vos dizer algo? Quem sabe, quem poderá saber. Tenho receio que esta voz interna, feita de palavras de veludo, se deixe vencer por esta rouquidão que, em alguns dias, me deixa sem ideias. Ando com um projecto, que em poucas horas, aliás, dias, vos direi mais sobre ele, talvez seja esse cometimento o culpado. Talvez seja ele que me esteja a sorver a amplitude de movimentos dos dedos, a secar as ideias fluídas da cabeça.

É dos maiores prazeres que tenho: escrever. Tenho é encontrado dificuldades em saber o que vocês querem ler de mim. Se por um lado querem que poetize a essência do essencial, se, por outro lado, querem que pragmatize o mal da nação. Não sei em qual sou melhor, ou se sequer sou bom em algum. Sei que gosto de escrever, isso fará com que nunca pare. Eu gosto, seria matar parte de mim ignorar esse prazer. Não conseguiria, aliás.

Depois que comecei, a escrever, não mais parei. Não mais consegui parar. Como o isqueiro que, afinal, ainda está aceso. Vou agora então fumar o cigarro, com o dever cumprido a emanar dos poros. Está mais um texto escrito, está mais uma libertação feita.

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