Ensino? Não sei, comigo resultou.

Não sei. Faz hoje muito tempo que não começava um texto sem saber até onde ele me vai levar. O suficiente para não se lembrarem? Isso já não sei.

Ou será que sei, exactamente, onde quero que este texto me leve? Agora são vocês que não sabem. É gira esta brincadeira, do que sabemos e não sabemos. Aliás, é oportuna até, não é? As notas dos exames têm desiludido, supõe-se que é por não saberem. Ou será por não quererem saber?

Tenho vincado este texto em perguntas, por saber precisamente onde quero chegar. Aliás, ao contrário do que se pensa, os que pouco sabem e muito perguntam, são os mais inteligentes. Burrice não é não saber, é não perguntar.

Os exames tiveram más notas, que novidade. Não acredito que seja pela falta de capacidade dos jovens portugueses, por muito que se diga que são desligados. Acredito mais que existe um défice de ajuste ao que se pretende de cada jovem. Alegam que agora nem sabem fazer uma conta sem máquina de calcular, eu aí vejo o problema em que continuam a querer que saibam toda a tabuada sem máquina. Os tempos são outros.

Se é verdade que eram mais preparados na base do conhecimento, por obrigação, em tempos transactos, eu acredito que agora se deve preparar na base da curiosidade. Despontar interesse, para o trabalho ser feito pelo aluno. Para mim, um bom professore é o que consegue que o aluno chegue a casa ávido de saber mais sobre o que foi falado na aula. Não o professor que obriga o aluno a estudar para um exame que definirá o seu futuro, as suas valências. Isto não é uma crítica aos professores, é a quem os coordena.

É verdade que os nossos pais sabiam a tabuada, de trás para frente, na ponta da língua e agora os miúdos a sabem com uma máquina, mas se as máquinas agora existem porquê contrariá-las ou ignorá-las? Porra, isso são demagogias. Se existem simplificadores, porquê que só somos capazes se soubermos complicar novamente? O fluxo de informação hoje é diferente, o mundo está em constante mudança e a informação surge de todo lado, por isso o ensino deve ser imposto aos alunos. Eu já me vi obrigado a pesquisar sobre coisas que nunca pensei, porque me aguçaram a curiosidade… sem a desfazer!

Sei que muitos, talvez a maioria, não concordaram comigo, contudo é a minha opinião, pouco posso fazer em relação a isso. É verdade, admito, que desconheço em alguns pontos a realidade de aula. Nunca fui professor, mas fui aluno durante muitos anos, isso concede-me alguns direitos de opinião, acho.

Para terminar, deixem-me contar-vos a história da minha melhor nota nos tempos de estudante. Entravamos na sala, o professor falava 10 minutos sobre uma temática, resumia-a a uma frase e depois dizia: no fim da aula quero um pequenino relatório, do que estivemos aqui a falar.

Comigo resultou.

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