Oh Merkel, daaassssss!!

Ontem estava a jantar – estava óptimo, por sinal – e irrompe pelo ecrã da minha televisão, da cozinha, a Merkel. Que sobressalto.

A notícia remetia para o suspiro de alívio, da europa, com a vitória dos apoiantes do euro na Grécia. Todavia, a Sra. Merkel avisava que não é para relaxar, só têm mais é que continuar a aplicar austeridade. Porra para a mulher, não dá descanso. Aquela altivez, aquele jeito tecnocrata, só pode agradar aos nazistas, acho.

Com isto, e com a falta de domínio sobre o meu pensamento, comecei a exercitar os músculos da imaginação. Qual ginasta da fantasia. Conseguem imaginar a Merkel em criança? Eu sei, eu sei, as crianças deviam ser queridas.

Antes de caminhar pelas sinuosidades, daquele rosto sobranceiro, até à infância, apeteceu-me dizer-lhe, olhos nos olhos:

– Sabes Merkel, as pessoas não te respeitam assim tanto, existe é um dizer antigo que explica isso. Queres saber qual é? Eu digo, claro. «Quando estamos à rasca, até às silvas nos agarramos».

Depois assustei-me. Lá estava uma miúda, ai de 5 ou 6 anos, fortezinha, de cabelo aloirado e de trombas.  De trombas enquanto todos brincavam, óbvio. Sentada num canto, a olhar para eles, como se todos fossem ridículos com aquelas brincadeiras. Só ela é que está certa, um pouco como agora, aliás. Consigo, até, imaginá-la a entrar na sala e a reclamar do odor, típico da diversão naquela idade, que eles levavam para a sala. A repetir várias vezes: professora, professora, professora. Sempre participativa na aula, sempre a leste do mundo. Digo a leste, sem a querer atrapalhar na busca disso no mapa, é só uma analogia.

Ai, mas ela cresceu. Já tinha uma ou duas amigas, que ela fazia questão de ridicularizar os namorados: «Ele é só músculo, não tem cabeça nenhuma»; «Por favor, que personagem ridícula»; «A sério, como consegues gostar dele?». Acredito que não fugisse muito a isto, aliás, fugir só mesmo os homens dela. Aos poucos, também as amigas.

Lá vem a Universidade, pode ser que se salve. Ou talvez não. Parece que está a conquistar uns amigos, que aproveita para constantemente criticar e altivar-se perante eles, contudo rapidamente se percebe que eles só querem os apontamentos, os trabalhos, ou coisa assim. Depois ela reprova todos em frente aos professores, denuncia os que estão a copiar, aponta o dedo aos que não foram às aulas e aparecem no livro de presenças, enfim… já nem os apontamentos a salvam.

Esta foi a viagem, horripilante, que fiz pelo passado da Merkl. Acham que esta personagem, ficcionada, pode ser ela? Eu tenho dúvidas. Não tenho dúvidas que possa ser ela, tenho dúvidas é que, mesmo sendo fruto da minha imaginação, possa ser ficcionada.

Estava a brincar, Merkel. Vai uma cerveja? Então não te mexas, vou chamar aquele empregado!

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