Portugal renasce da Polónia/Ucrânia

Agora que se aproxima a azáfama europeia, a alegria do futebol, chegam os verdes campos para a política nacional e internacional. Mesmo com os vários incidentes, das festas ou carros da selecção.

O futebol, com principal incidência nas grandes competições, tem a capacidade de despontar a adrenalina, muitas vezes morta, na vida das pessoas. Durante 90 minutos, talvez um dia ou dois em caso de vitória, não há desemprego, austeridade ou dificuldades que se cravem. A alegria de uma vitória, de uma conquista briosa para um pequenino país, faz esquecer tudo o que de pérfido se passe nele. Cachecóis bem altos, vozes bem afinadas, moedas bem alinhadas, cervejas bem servidas… venha de lá esse pontapé de saída!

Merkl é um nome que impõe respeito, mas o que são o Ozil e o Joachim Low, junto ao Cristiano Ronaldo e ao Paulo Bento? Puros saloios de um futebol frio, distante do mágico português. São uma das melhores selecções do mundo, contudo não assustam da mesma forma com que a sobranceria económica assusta. Valem pela sua solidez, pela sua organização, mas no futebol dispomos de um jogo de cintura que nos permite fintar a organização, com classe. Na economia? Agora é altura de Euro, nisso pensamos depois. Venha de lá mais uma rodada, que estamos empatados ao intervalo e ainda vamos ganhar isto.

Esta veemente esperança depositada numa bola, em 23 homens, nem todos nascidos no nosso país, não é exclusividade nossa. Duvidam da fiesta que será em Espanha? Dos sorrisos que lembrarão o Euro 2004 na Grécia? Em Espanha, por exemplo, na final do Mundial de 2010, o jogo teve um share de 85,9%, o que equivale a quase 15 milhões de pessoas no território, a assistir ao jogo. É certo que é um Mundial, que é uma final, mas o que define a audiência é a paixão, a procura incessante de uma vitória.

Enquanto todos vivemos essa intrepidez que o futebol desperta, outros engravatados, com finos tecidos de alta-costura, aproveitam as deixas da televisão, jornais e rádios para, docemente e de sorriso aprazível, desejarem a melhor sorte aos portugueses, que tanto nos orgulham e agora estão em terras de leste. Política? Por favor respeitem estes homens que levam as quinas ao peito, agora não é o momento.

Findado o euro e a participação portuguesa, terá aumentado o desemprego? Estarão os mercados mais abertos a nós? Terá a economia dado indicadores de crescimento? Calma, tenho até meio de Agosto para analisar isso, que estes jogos de pré-época na Suíça e Holanda não interessam.

Escárnios à parte, vamos todos apoiar a nossa selecção!

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