Aberta a caça ao festival

Somos um país maravilhoso, encarnamos a diversão como poucos. Com a chegada de maio, tudo torna-se mais leve, mais divertido. O Rock in Rio fez a sua parte, abriu as hostes com a qualidade que lhe é conhecida.

Calções, looks leves, óculos de sol, boa música… siga para os festivais!

Eu vou, daqui a pouco. Até lá, como tantos outros, vou revivendo, em vídeo e em fotografias, aqueles em que não pude estar presente. Pode ser que a vibe me atinga. De certa forma, sou um resumo do português: divertido, pouco aflitivo e doido pelo verão. Procuramos, todos, estas brechas de diversão. Temos momentos difíceis no inverno, mas sempre muito mais delineados por sorrisos que caras tristes, apesar de termos todas as condições para o oposto.

Eu não sei apontar com exactidão o número de festivais que existem em Portugal, nem tampouco fazer um paralelo para outros países, contudo sei que são muitos. Vão desde o alternativo, a passar pela música popular, pelo reggae, até chegar ao rock. Sempre a curtir, claro.

Eu sou um habitué do Sumol, na Ericeira. Este ano, não abrirei excepção, pretendo por lá passar mais um tempinho. Grandes mergulhos pela manhã, tardes passadas no centro da vila, entre finos frescos e petiscos, e fim de tarde com música boa onda e o esplendoroso por do sol, do nosso lado direito. À noite, prossegue-se a onda da música, que incandesce em cada pessoa que, como eu, por lá anda. É um festival de gente gira, boa onda.  Vamos a isso.

Os festivais criam um paralelo interessante para o que é o verão, em Portugal. Festa, claramente. Será algum pretensiosismo apontar esta vertente divertida exclusivamente aos portugueses, todavia ninguém pode condenar-me de não conhecer outros países. Nunca ambicionei a dita qualidade de vida dos nórdicos por isso mesmo, por não conseguir fazer essa associação a sol, a roupas leves, a sorrisos, a fins de tarde em esplanadas. Esses fins de tarde, que adoptaram as sunsets partys, são sem dúvida do que mais me magnetiza no verão.

O Ricardo Araújo Pereira, num dos seus muitos sketchs, fazia uma sátira ao lusco-fusco, mas é esse mesmo que eu amo. Não preciso de estar a dançar, a simples sensação de ter uma brisa fresca de fim de tarde, uma boa companhia, um fininho, uma conversa agradável, e passado um pouco pousar os óculos na mesa, sem deixar de ouvir uns Expensive Soul, Jack Johnson, ou qualquer outra música de vibe positiva, deixa-me completamente deliciado de viver neste cantinho, à beira-mar plantado.

Pessoal, a crise não vai embora, não vão acabar as guerras no mundo, as doenças mortais, ou as depressões do século, mas está aí o verão, os festivais, toca a pôr um sorriso nessa cara.

Anúncios

2 thoughts on “Aberta a caça ao festival

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s