A música do McDonalds, na balada da vida!

Entra pelos ouvidos, aquece a alma, movimenta o corpo, acalma o coração. Será tudo verdade? Será isso mesmo que harmoniza as músicas?

Sou ecléctico na escolha dos ritmos que ouço, ora estou a vibrar com um reggae, ora estou a acalmar-me com uns blues, ora dou por mim a mover-me com umas batidas abrasileiradas. Não deixo de ouvir outros estilos, contudo. Também me delicio com uma música mais alternativa, também me motivo com um rock ou simplesmente me deixo exaltar os meus sentimentos com umas baladas. Comecei com a palavra bonita, que se refere ao eclectismo, porém, esquizofrénico também se aplica.

Esquizofrenia é uma patologia, bem séria por sinal, mas permitam-me aligeirar o termo. Veremos esquizofrenia como a mutação repentina dos apetites e mesmo dos gostos e eu poderei considerar-me esquizofrénico. A minha visão do mundo muda, quase com a mesma constância de um semáforo. Mais rápido, porventura! Não o faço de forma premeditada, penso eu, todavia acontece. Agora apetece-me ferozmente um hambúrguer, chego à fila do McDonalds e só consigo olhar para a Casa das Sandes. Arre para esta indecisão. É indecisão? Até não, assim que chego lá vou à Casa das Sandes. Se no instante que me deparo com o meu desejo evolui para outro, onde se encontra a dúvida?

Na vida, na música, no trabalho, vai sucedendo da mesma forma que na restauração dos centros comerciais. As coisas assomam e vão, à mesma velocidade com que as horas e os dias passam por mim. Já tive tantas verdades absolutas que se traduziram em fumo, nem branco nem preto, apenas vapor; já tive tantos sonhos estapafúrdios, longínquos, que se transformaram em realidades tangíveis. Como consigo isso? Sou um sortudo, ninguém duvide disso. Também trabalho e conjuntamente procuro, claro. Porém, sabem qual é o segredo da minha sorte, da minha fortuna? A aceitação. Eu aceito quem sou, limo o que penso estar descomedidamente errado, mas admito o que me define. Não tenho vergonha de mudar de apetite a cada cinco minutos, de hoje querer ser bombeiro e amanhã engenheiro químico, porque isso traz-me felicidade. Se fosse sempre a mesma pessoa, se quisesse ser sempre a mesma coisa, acho que ao fim de um dia já estava farto de mim!

É importante apaixonarmo-nos por nós, para isso precisamos de perceber que o que nos cansaria numa relação também nos deve cansar em nós. Que se lixe a monotonia de apetite e de vontade, vamos ser meios tolos que isso é um impulsor do caraças!

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