Pés assentes no chão

Hoje, depois de uma bela noite, saí de casa mais cedo. Bem mais cedo que o habitual, pouco mais cedo que o necessário.

Sentei-me na esplanada a que vocês já se habituaram a ver, na fotografia deste blogue, e comecei a ler desenfreadamente. Mário Vargas Llosa, nobel da literatura em 2010. Travessuras da Menina Má, ainda não concluí, mas que bela leitura. Interpretei, naveguei pelas linhas escritas, pelas histórias imaginadas e transpostas para o meu subconsciente. Viajar, pelo mundo real ou imaginário, é tão bom.

Desde que iniciei este blogue, no passado dia 19 de dezembro, pela mão de quem me espicaçou e de quem me apoiou, a minha vida tem dado voltas e voltas. Hoje, experiencio coisas, por mais pequenas que sejam, que há 5 meses eram impensáveis. Sou grato por tudo isso. Sinto-me a viver um sonho, do qual não quero acordar. Quero fazer este sonho crescer, prolongá-lo. Sempre me senti feliz na minha área, realizado, mas escrever é uma paixão que agora descobri, que não quero mais largar. Sou feliz com esta porra.

Têm-me surgido oportunidades que talvez tenha ambicionado desde sempre, sem nunca perceber bem como chegar até elas. Agora, quem sabe, compreendi melhor, mesmo que ainda não as domine. Vocês vão conhecendo algumas das minhas novas andanças, as que já são uma realidade, outros vão sabendo de oportunidades que vão aparecendo, algumas bem grandes, que ainda não se materializaram em nada. Contudo, em todas elas eu vou tornando-me um pouco mais feliz, um pouco mais confiante de que posso fazer a minha passagem ser notada.

Enquanto me deleitava com Vargas Llosa e as Travessuras da Menina Má ia, em alguns momentos, pensava em tudo isto que aqui vos escrevi. Assenta os pés no chão, Ricardo. É importante fazê-lo, perceber que tudo é feito de um tecido efémero, que, se não soubermos tirar o melhor das coisas no preciso momento em que as temos, será sempre tarde para nos arrependermos. Eu sei isso, obviamente. Porém, se tudo o que agora se cria em torno de mim foi fruto de sonhos loucos, aparentemente sem sentido, o que me impede de continuar a sonhar? A acreditar que o que agora parece grande, um dia pode ser uma lembrança do pequenino lançamento?

Cruzei as pernas. Um pé está assente no chão, o outro a viajar pelo ar.

PS – Voltamos ao meio-termo.

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