As saudades que te guardo

Vivemos histórias loucas, aventuras desmedidas, momentos prazerosos, encontros arrebatadores, caricias susceptíveis…

Em cada segundo de ausência tua, procuro formas de criar-te tão presente, quanto num ensejo nosso: a força do teu abraço torna-se o império do meu pensamento; o calor do teu corpo, o calorífero do meu sopro, do meu suspiro; o doce do teu olhar, o vigor do meu sorriso; a ardência do teu beijo, o aconchego do meu peito; a melodia das tuas palavras, a pauta dos meus sonhos.

A cada porção, de tempo, distantes, mais unidos nos retornamos. A disparidade da lógica é a maior força do amor, do nosso amor. Não chega ver-te, olhar-te, saber que estás lá, apenas legares-me a tua vida e eu oferecer-te a minha me satisfaz. Não esgoto a sede de viver, de amar. Só eu sei o quanto te quero.

Aprendi a sentir, de uma forma que nunca havia sentido. Deixei de ter vitórias minhas, passei a ter conquistas nossas. Deixei de ver tristezas tuas e passei a sentir sofrimentos nossos. Deixei de sorrir por mim, passei a rir por nós. Deixei de ver o sentido na dormência, no sôfrego, passei a vê-lo na partilha.

Não escrevo por ti, escrevo para ti.

Tento compor a saudade em palavras. Confusas? Mal interligadas? Pouco contundentes? É possível, é bem possível, mas se descrever sentimentos fosse fácil, certamente não seria tão bom senti-los.

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