Amar na capital

Uma sexta-feira de verão. O sol a irromper por entre umas nuvens claras, de tom azul leve. Os primeiros raios logo a mergulharem no interior do meu carro. Lá dentro vou eu, eu e o meu amor, a ouvir música aleatória, mas toda ela com um ritmo acelerado, com uma move de verão, que só o facto de irmos de fim-de-semana consegue explicar. São 7h30 da manhã, eu já coloquei os meus Ray-Ban aviador, de tom acastanhado, a minha princesa colocou os dela, semelhantes mas de toque rosa.

A auto-estrada está quase vazia, vamos apenas nós a trautear cada música que a rádio passa, a soltar gargalhadas que a razão não explica, mas o coração sente, a trocar breves caricias, beijos rápidos sem tirar os olhos da estrada por um segundo que seja. Vamos felizes, todo o caminho parece iluminar-se para nós.

São 10h da manhã, já conseguimos avistar Lisboa ao fundo, a capital. Não foram tantas vezes como queria que por aqui estive, mas de repente lembro-me de quando menino, com os meus pais, cá vim a primeira vez. O sol estava forte, como hoje, os meus pais não me largavam por uma única vez a mão, com o receio de eu me assustar com a sua grandeza, mas estavam errados, não podiam estar mais errados, eu estava era a criar uma pequena paixão por aquela azáfama. A correria das pessoas, a altura dos prédios, os carros bonitos, a imagem do rio a banhar uma cidade que logo ali ao lado me apresenta o mar, os Jerónimos, Belém, o Marquês, entre tantas outras coisas que não sabendo bem o que eram, á altura, já me fascinavam, me despertavam interesse.

A minha princesa vai com um sorriso a emanar do seu rosto. Vejo o olhar dela distante, muito além de tudo o que já viveu, com uma saudade mesmo do que tem para viver. Sinto que este fim-de-semana vai ser inesquecível.

Soltamos a âncora do carro, bem junto ao Chiado, é aqui a nossa primeira paragem. Vamos ficar alojados no Shiado Hostel (http://www.shiadohostel.com). Penso que ainda não vos contei, tenho um blogue. Vi uma promoção do hostel, bastava-me criar um texto alusivo a Lisboa, ao Shiado Hostel, e conforme o número de cliques no site deles poderia ganhar duas noites num quarto duplo. Acreditam que todas as pessoas que liam o meu texto clicaram e eu ganhei? Sou eternamente grato aos simpáticos leitores desse meu cantinho, sejam eles amigos, conhecidos ou meros curiosos, tenho um espacinho no íntimo para todos. Obrigado, de verdade.

Voltando ao nosso fim-de-semana, logo que entramos deparamo-nos com uma decoração atraente. A forma como se conjuga: o clássico, de determinados elementos decorativos, com a modernidade do Wi-fi, dos computadores alinhados; o clean das cores escolhidas, brancos e vermelhos, com a irreverencia dos desenhos nas paredes, desde motivos naturais até personagens emblemáticas; tornavam-me ainda mais certo do requinte deste fim-de-semana.

Logo de seguida, uma menina muito simpática pergunta-nos:

– Posso ser-vos útil?

Bem-dispostos, respondemos:

– Claro que sim, somos os vencedores do passatempo.

Delicadamente sorriu para nós e deu os parabéns, chamando logo de seguida um rapaz, igualmente jovem e simpático, que nos encaminhou até ao nosso quarto. É branco, com uns desenhos lindíssimos e discretos na parede, a roupa de cama é vermelha. Cor da paixão, como os dias que agora começam. Ainda me custa acreditar que bastou que clicassem em http://www.shiadohostel.com para eu estar a viver tudo isto.

Decidimos pegar no carro e ir almoçar ao Parque das Nações, de frente para o Tejo. Que boa que estava a sangria. Assim começamos a tarde logo a visitar o oceanário, apaixono-me a cada vez que lá vou. Foi impossível não reparar na beleza da arquitectura do Siza Vieira, no pavilhão de Portugal, que nos dá a sensação de uma folha de papel pousada em dois tijolos. Era o primeiro dia, no caminho para o hostel decidimos parar na Brasileira, a emblemática Brasileira, para nos deleitarmos com um café e um sumo, enquanto víamos portugueses, alemães, espanhóis, britânicos, chineses e até americanos a passearem-se. Ainda falta a noite, mas que dia incrível está a ser.

Chegados ao quarto, achamos por bem tomar já um banho para aproveitar a noite. Passa pouco das 19h e assim teremos hipótese de jantar em algum sítio agradável, que ainda não decidimos. Ela vai primeiro ao banho, eu começo a colocar uma roupa em cima da cama: calças de ganga, camisa cinzenta de botões brancos e sapatilhas cinzentas. Vou-me refastelar num dos sofás, virado para a janela, a apreciar Lisboa. Mas esperem, ainda ouço a água a correr. Porque não? Assim que entro pela casa de banho e perfuro por entre a pequena porta do poliban, vejo o seu sorriso. Está linda no banho.

São 21h a noite está quente, a cidade iluminada e nós começamos a passear, logo ali no Chiado.

– Onde vamos jantar, amor?

– Não tenho bem a certeza, mas gostava de algo típico.

Bairro Alto, aqui estamos nós. Uma prazenteira miscelânea de culturas por cada rua: irreverentes, adolescentes, adultos caprichosamente bem-vestidos, betinhos e até os dreads. Sentamo-nos numa casa de fados, com um bom vinho a acompanhar, apreciamos a refeição, bem como a típica música portuguesa. Terminada a refeição, atravessamos para a rua seguinte e com um gin e um whisky, decidimos agora ouvir uma música mais electrónica. Se ainda agora gozávamos uma noite cultural, repentinamente, com um atravessar de estrada, estamos a viver a loucura de uma juventude irreverente. Saltamos de barzinho em barzinho, encontramos alguns amigos, continuamos a soltar sorrisos, danças de corpos colados, a cochichar com uma cumplicidade que o fim-de-semana aumenta a cada segundo.

Chegamos ao hostel de táxi, logicamente. A noite não estava para responsabilidades. Atiramo-nos para a cama, beijamo-nos e agora, agora… até amanhã!

Acordámos cedo e decidimos logo aproveitar. Que melhor forma de começar o dia que a provar uns belos pastéis de belém, a tomar uma bica e a visitar o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e a exposição que está no Centro Cultural de Belém? Já não é muito cedo, mas decidimos ir almoçar a Carcavelos, com o mar a presentear-nos com mais um almoço romântico. Vínhamos prevenidos e não resistimos, a tarde de hoje é para fazer praia, avançamos para a zona do Estoril.

Mais um banho tomado, mais um encontro com o Chiado e mais um táxi que nos deixa nas docas. É difícil descrever a cumplicidade que este jantar desponta. Hoje é sábado, não contrariamos a vontade de mais um pouco de divertimento nocturno. Lux ou Urban parecem o destino mais provável, mas antes, um primeiro cocktail no BBC.

É domingo, ao acordar vamos fazer o check-out, mas antes ainda há tempo para umas pequenas compras nos armazéns do Chiado e mais um café na esplanada.

Agora vamos almoçar qualquer coisa rápida no Vasco da Gama e seguimos viagem, com este sorriso que não largamos desde o momento em que partimos em direcção à capital.

PS – este é um pequeno conto, ficcionado, mas que pode se tornar real com um simples clique em qualquer um dos links que aqui deixo (http://www.shiadohostel.com) para o Shiado Hostel. Obrigado 🙂

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3 thoughts on “Amar na capital

  1. =)
    Estou sem grandes palavras para descrever o que quero…um ” =) ” penso que representa muita coisa! espero que este conto se torne realidade!…e para isso já dei o meu contributo!
    grande abraço

  2. Pingback: Shiado Hostel, que prazer! | tempestadideias

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