Dia do trabalhador – e se fizéssemos perguntas?

Ou será do privilegiado? Sim, porque hoje em dia trabalhar é um ‘luxo’, ao alcance apenas de alguns. De uns afortunados, como eu, diga-se.

Este dia que hoje se comemora despontou em Chicago, no ano de 1886, com uma luta acérrima por mais direitos para os trabalhadores, pela reeducação das entidades patronais. Não foi em vão esse dia, que viria a provocar mortes, tanto nos EUA como em França, anos volvidos. Penso que todos os que trabalhamos, todos o que já trabalharam e todos os que ainda irão trabalhar muito devem a esses senhores e senhoras, que batalharam por um futuro melhor. Este feriado é merecido.

Contudo, é um sentimento ambíguo festejar esta luta por mais direitos, em horas, dias, meses, anos, em que perdemos direitos em cima de direitos. Caramba, terá a evolução estagnado? A tecnológica não, claro que não, mas e a restante? É doloroso ver aumentar o poder patronal, com uma faca de dois gumes, porque o que lhes dão em poder, tiram-lhes em dinheiro. Assim, para mim, é legítimo perguntar quem ganha com isto? Melhor, quem andou a ganhar com tudo o que nos trouxe até isto?

Infelizmente não tenho, ainda, os conhecimentos de economia que me permitam, pelo menos, criar teorias fundamentadas em bases académicas, com possíveis soluções. Quem sabe um dia me sinta preparado para isso, mas ainda não estando, sinto-me no direito, e até dever, de questionar. É importante questionarmos. Repúdio fortemente as pessoas que se negam a questionar pelo receio do ridículo, pela sensação de não terem conhecimentos suficientes para entrar nesse assunto. Eu não sou um génio ou um filósofo contemporâneo ou moderno, mas pensem comigo: se já soubessem sobre esse assunto se calhar não necessitavam de questionar, não é?

Custa-me um pouco, muito, ver a passividade com que se encaram os dias de hoje. Não me refiro a fazermos greves ou manifestações, por muito que elas sejam importantes na sociedade moderna, refiro-me antes ao acto tão simples de questionarmos o que realmente se passa mundialmente. A pergunta pode ser meia tosca, mas com ela podemos receber uma resposta elucidativa. O simples acto de questionar cria uma pressão social em quem governa, já pensaram nisso? Imaginem que são professores, naturalmente preparam-se para as possíveis questões dos alunos, certo? Então façamos do governo os nossos professores, obriguemo-los a estudarem, também, o que se passa, porque eu acredito que muitos dos constituintes dele não saibam exactamente o que nos rodeia.

Como eu disse, não sou um filósofo dos dias de hoje, tenho é momentos que gosto de pensar nas coisas, investir algum do meu tempo no abstracto para o materializar em algo, um pouco, mais concreto: perguntas!

Se poucos direitos temos, vamos lutar por um, pelo que pode fazer a força da nossa nação, a educação.

Não é burro quem pergunta, é burro quem fica toda a vida sem saber…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s