Á espera do fotógrafo

Venho da área do marketing, não das letras, sei bem da importância que tem a imagem, a embalagem. É fundamental a forma como se posiciona, como comunica… como se vende! Sei também que não é uma máquina de milhares de pixéis, ou lente xpto, que faz milagres, mas pergunto-me: o que custa tentar?

Sei que o que conta é o curriculum: as notas que tirei; os cursos que frequentei; os anos de experiência que tenho na área; os estágios que fiz; os sítios para onde escrevo; a qualidade do que escrevo; mas também tem um cantinho para a foto. Bonito não sou, pelo menos que a foto tenha qualidade.

Estou á espera do fotógrafo, é meu primo. Espreitem o Olhoshot

Ligou-me agora, supostamente deveria ter ido buscá-lo. Em vez disso estou a escrever-vos, desta esplanada, sozinho!

Estou sentado nuns sofás acastanhados, com uma mesa de palha, protegida por um vidro que suporta o meu café, livro, cinzeiro, maço de cigarros e caderno – de onde vos escrevo. A chuva está a cair rectilínea na ria que me abrilhanta a paisagem. Cada gota que cai na, pouco cristalina, água cria uma circunferência perfeita. Pela minha solidão, paz, dá-me a sensação que cada uma dessas circunferências se cria durante minutos, com uma velocidade tranquilizante. Como se fosse uma das imagens em slow motion de um jogo de futebol.

Sinto-me estranhamente bem. Não por ir tirar fotos, que isso até me deixa um pouco incomodado, mas pela paz que este sítio, estes breves minutos, me estão a proporcionar.

O fotógrafo, o meu primo, deve estar a chegar. Aqui fica uma pequenina imagem do sítio onde estou.

6 thoughts on “Á espera do fotógrafo

  1. Amigo Ral….

    Só falta a bela da água com gás !!

    Queres que desça aqui ao segundo andar e mande o teu primo embora ??

    Abraço
    Sandro Rilho

    • Amigo Sandro, tinha almoçado pouco… desta vez não se proporcionou 🙂

      Entre vizinhos não se mete a colher, não sei se é bem assim o dizer popular, mas agora pareceu-me bem!! 😀

      Grande abraço

  2. Não foste dos melhores modelos, mas portaste-te bastante bem em frente à “tal dos milhões”. O resultado final agradou-me e creio que a ti também.
    Como referes, a imagem não é a essência, mas é o que nos faz ficar ou sair à primeira visita. Tal como a capa de um livro: se saltar à vista, ganha a oportunidade de lhe pegares e veres qualquer coisa mais, caso contrário, permanecerá no incógnito.
    Confirmo a exactidão dos pormenores espaciais, mas de facto, retrataste-os com uma magia adicional.
    Obrigado pela referência, e um Abraço. 😉

    • Ahah… de facto aqui nunca haverá um top model, foste obrigado quase a fazer omeletes sem ovos! Mas gostei muito do resultado 🙂 E concordo plenamente com a importância da imagem.
      A magia está no que sentimos e eu estava a sentir-me mesmo bem. Quanto à referência peca apenas por tardia, que o teu trabalho hà muito tempo a merece.

      Grande abraço 😉

  3. Boa metáfora, essa da omelete…. 🙂
    Agradeço, mais uma vez!
    Sandro, deixa o Ricardo lembrar-se primeiro que tem que me vir buscar. 😀
    Abraço

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