ES.COL.A sem escola – Fontinha, Porto

Não posso iniciar este texto de outra forma que não a enaltecer como é triste, para mim, ver que tudo em Portugal se resume a combates políticos e questões de vitória ou derrota. Tenho a perfeita consciência que este não é um flagelo nacional, é mundial, mas o meu egoísmo intrínseco, instintivo, faz-me defender o que é meu, o que a mim me diz respeito.

Lembrem-se que para além de um grupo ou de uma câmara municipal, existe um grupo de crianças, de jovens, que esses é que deveriam ser o cerne da questão. Esses é que realmente têm algo a perder com isto, algo que não se prende com orgulhos ou politiquices, prende-se com oportunidades, com rasgos de felicidades.

Quando aceitei este desafio que me foi lançado comprometi-me com a pessoa e comigo a pesquisar mais sobre o assunto. Não foi o melhor compromisso. Foi um disparate. Quanto mais pesquisamos, quanto mais notícias encontramos, mais percebemos a disparidade entre elas. Mais percebemos a imparcialidade – não diria dos jornalistas – das fontes informativas que temos. Uma imparcialidade de que nem eu me consigo afastar, faz parte de nós. Se para umas a CMP é um bando de autocratas, para outras o ES.COL.A é um grupo de delinquentes.

Não me posso de maneira nenhuma unir e patrocinar no que são os actos da CMP, pela forma como repudio o uso da violência. Tenho dificuldade de acreditar que este grupo de movimento cívico seja tão nobre quanto os fins da utilização da escola. A associação ao Anonymous não me inspira confiança.

Não sou um político de relevo ou um activista social, dessa forma vejo-me no direito de dar a minha opinião/sugestão. Vale o que vale.

Se a CMP desconfia da credibilidade deste grupo porque não fazem eles próprios uso do espaço para apoiar as crianças? Já existem planos para esse espaço? Serão uma fonte de rendimento para a autarquia? Tudo bem, só não me digam que nas imediações não existe outro espaço que permita levar a cabo as mesmas acções, até agora realizadas na antiga escola primária da Fontinha.

ES.COL.A, se garantem que a CMP é que falhou à palavra e não vos legalizou, porque não tratam vocês dessa burocracia? Se são empreendedores o suficiente para ocupar uma antiga escola e por em prática um projecto tão meritório, não conseguem ultrapassar barreiras legais? Não conseguem entrar numa repartição de finanças? Bem sei que a conjuntura não é a melhor, mas acredito veementemente que estando legalizados os apoios e espaços surgirão com mais facilidade, naturalidade.

Volto a lembrar, uma coisa:

Quem pode sair a perder deste circo mediático não é CMP, nem tão pouco a ES.COL.A… são as CRIANÇAS!!!

Chega de bandeiras políticas ou demarcações de territórios! O ponto de interesse tem que estar nas pessoas, nas crianças que podem ser resgatadas de um futuro negro e desprovido de um bem tão essencial como a cultura!

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s