Assaltos a sul, mortes ao comprido

Portugal vive anos difíceis de comparar, não só pela exaustiva crise, ou desoladora falta de esperança, também pelo aumento exponencial do crime violento. Não chega termos medo do futuro, da segurança social, agora ainda temos que lidar com o medo nas ruas, nas ourivesarias e até em casa. «Oh tempo volta para trás».

Durante a, retemperadora, hora de almoço, a Sic noticiava que no Algarve um casal de holandeses foi sequestrado, agredido e roubado. Tornou-se confrangedor, para mim, o comentário esclarecedor do meu pai: «Olha mais um». É verdade, ele tem razão, foi apenas mais um. Com uma dor calcorreante começamos a habituar-nos á criminalidade violenta, em tempos, não muito longínquos, fazia notícia: sem-abrigo que rouba duas peças de fruta de um hipermercado é julgado.

A necessidade, de uma forma redutora, pode ser associada à criminalidade. Mas e a violência? Será pelo stresse constante em que vivemos? Será uma libertação? Se é, só me apraz dizer: enfim…

Eu também sinto o stresse, também vejo as portas fecharem-se, mas liberto-me na escrita, neste blogue, na paixão com que solto as barbaridades que normalmente intitulo de minhas ideias. Porque que se torna tão difícil viver num país tão pequenino, tão pacato em tempos?

Não percorrendo nenhum trilho de xenofobia, ou qualquer descriminação, cingindo-me apenas a uma constatação de factos, normalmente a criminalidade violenta está directamente associada ao leste: à Ucrânia; à Roménia; etc. Não defino todos os imigrantes de igual forma, apenas me entristece perceber que eles equivalem a 90% dos autores da delinquência contra turistas e estrangeiros residentes no Algarve. Uma das portas de entrada para o movimento económico do país. A notícia que despontou este texto, o sequestro, foi levado a cabo por 4 romenos.

Não sou um Sarkozy, não diria para os expulsar todos, mas começa a ser, para mim, realço para mim, de mais ver pessoas que têm uma conduta muito mais violenta que a nossa a destruir o pouco que resta do nosso país. Os crimes são no sul, mas destroem o país de lés a lés. Ao comprido.

Imaginem que são britânicos, que procuram sol e diversão: procurariam um país onde a cada 10 que cá vêm há um que vê uma faca apontada? Há um que leva uma cronhada? Há 2 que são roubados?

Em tempos o Brasil era reconsiderado na hora de escolher férias pela criminalidade exagerada, pelas mortes, estaremos a caminhar na mesma direcção?

Eu penso que não, no Brasil o crime que existia era levado a cabo por brasileiros, cá – em zonas turísticas – tem sido levado a cabo por imigrantes sem visto, sem trabalho, sem perspectivas, apenas a destruírem o parco futuro do país. A fecharem a porta que temos para o futuro: o turismo.

Não sejam o Sarkozy, mas também não sejam inocentes … ou morreremos ao comprido!

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