Dois maços pousados numa Aldeia de Luz

Tenho por diversas vezes apontado duas pessoas como principais motores deste blogue: o amigo Romeu pelo espicaçar, pelo seu blogue que está logo aqui do lado direito; a pessoa que me faz acreditar que sou especial, que me faz acreditar que tenho algo para dizer ao mundo… o meu “Rosto da Verdade”! Mas existe outra pessoa importante, ela sabe quem é, já o referiu no seu Fiel Depositário (http://www.fiel-depositario.blogspot.pt/).

Fernando Miguel Santos, ou simplesmente Nando. Ele não é escritor, não é enfermeiro, não é formador, não é massagista… é tudo isso! Primeiramente escritor, como ele próprio assevera. Um rapaz de abrangentes conhecimentos, mas acima de tudo um bom amigo.

Escrevendo hoje, dias depois de ele me ter dado esse afago no seu blogue, corro o risco de parecer um texto bajulatório de resposta. Não é. Ele sabe que não é.

Um dia ele lançava o seu segundo livro – Dois maços – eu senti um orgulho imenso, não era um livro meu, mas a cada palavra dele na apresentação eu revia algo de nós, não só de mim e dele, como de uma série de pessoas que formam um grupo de amigos. Queria chegar até ele de uma forma diferente, não me queria destacar de outros amigos, mas queria marcar a diferença, ser um pouco o reflexo de grandes conversas que havia tido com ele, de histórias que havíamos partilhado. Fiz a perfeita parvoíce de escrever, para um escritor. Aqui vos deixo um pequeno trecho dessa carta:

«Começo por te dar os parabéns pelo excelente fim de tarde que proporcionaste aos presentes, não tiveste um guião, não seguiste um protocolo, é discutível a tua forma de estar e comunicar, mas foste tu, isso para quem gosta de ti só pode proporcionar um momento prazeroso. Eu gostei. Como deves calcular ainda não li o livro, não te posso garantir quando o farei, posso sim, dizer-te que quando me entregar a ele estarei tão atento como nas longas conversas que já dividimos. Fiquei de alguma forma saudosista com a apresentação de ontem, será hipocrisia minha dizer que a toda a hora penso nas saudades que tenho de estar contigo, eu sei que não é assim e tu também sabes, mas sei também que em momentos especiais de um amigo se apertam as saudades. É o atestado de carinho e amizade. Foi o que ontem sucedeu comigo.»   

Já li o livro, vos garanto que é uma leitura prazerosa. Não segue os estilos clássicos, neoclássicos, tradicionalistas, ou como os entendidos queiram chamar, segue um estilo dele. Um estilo próximo ao nosso, com histórias que ao nosso quotidiano pertencem, com uma visão nossa, personificada nele. Vale a pena.

Nando, já vai longe o tempo das conversas a água depois de horas de whisky, mas hoje escrevo num pequeno reflexo dessas conversas. Um dia disseste-me que eu podia tentar isto, isso diluiu-se em mim como a pedra de gelo do whisky que horas antes havia bebido, mas como por uma ressurreição, em que não acredito, com o impulso de outras pessoas regressou à tona, voltou a diminuir-me a dose de whisky e aumentar a frescura dele.

Não tenho o blogue por ti, mas também um bocadinho por ti.

Aquele abraço… e quanto a um copo, nem vou tentar combinar, sabes onde é provável me encontrares!

PS – A “Aldeia de Luz” referida no título é o primeiro livro publicado do amigo Nando.

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