DE MIM PARA MIM

Temos vivido momentos incríveis, oh maroto! É desta forma que me apetece começar este texto, Ricardo. Tens sido um maroto ao longo da tua vida, em muitos momentos de uma forma lisonjeira, em outros nem tanto, mas sempre com um sorriso. Gosto disso em ti, já te tinha dito?

Não vives uma vida de sonho, como tu sabes melhor que ninguém, mas transformas banalidades, ocasionais momentos, em circunstâncias marcantes e isso vale muito mais que noites dormidas nos hotéis mais badalados, do que refeições em restaurantes de brilhantismo inquestionável, do que viagens pertencentes ao imaginário dos melhores filmes. Não vestes diariamente o fato, a bonita camisa e o cuidadoso nó de gravata, mas com a tua camisa da Zara ou Pull & Bear de botões abertos, com a tua t-shirt da Sport Zone, vais cumprindo as tuas tarefas, passando com distinção as provas que a vida académica e profissional te vão impondo. Orgulho-me de ti por isso.

Gostava de te ver a conduzir um grande Audi, Jaguar, Mercedes ou BMW, mas em vez disso vais deixando as marcas de pneus com o Renault 5, sobre o qual já escreveste, ou com o teu mais recente ‘boguinhas’ comercial, não és glamoroso, mas és feliz e isso deixa-me a mim feliz.

Agora chegou a hora de dizer que nem sempre é bom não conseguires estar um ou dois dias que sejam no aconchego do lar, que diversas vezes fizeste os teus pais sofrerem com a angústia de não saberem de ti, de saberem e não por os melhores motivos, de te enervares com facilidade com as pessoas que realmente importam para ti, como um refugio para poderes sorrir a todos os que nada te dizem. É bom conseguires ter essa capa de rapaz feliz, mas convence-te que não é vergonha teres dias menos bons, que podes abrandar o peso que colocas em cima de quem amas, em prol do sorriso para pessoas que desconheces. Sim, conhecer caras não é conhecer pessoas, podes cruzar-te todos os dias da tua vida com uma pessoa, que sem uma conversa de índole mais séria, mais exploratória, nunca a conhecerás verdadeiramente. Não te estou a criticar, Ricardo, estou só a avisar-te como teu amigo que sou.

Sabes uma coisa? Tens sorte de ser eu a escrever-te este texto, de outra forma estariam a acusar-te de arrogância e vaidade, tais são os elogios que aqui estão expostos. Mas senti que um dia precisava de te dizer estas coisas, hoje foi o dia.

Nunca percas essa tua capacidade de sonhar, esse receio de os outros serem melhores que tu, essa sensação que podias dar mais que o que estás a dar, porque isso um dia pode levar-te muito longe. Repara que se hoje te estou a escrever por aqui, por este blogue, já é uma prova que podes chegar longe.

Gosto de ti, Ricardo. Digo-o sem segundas intenções ou tons de chacota, digo-o porque o sinto: gosto de ti!

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