Amar não é isso…

Amar é a melhor sensação do mundo. Vulgariza-se pelos americanos com a construção frásica I love… vulgarmente empregada para expressar o quanto se gosta de um prato de comida, de um jogo de basquetebol, de uma qualquer situação contra rotineira. Amar não é isso.

Amar é sentir que o mundo começa e termina exactamente no mesmo sítio, no sítio onde estamos. Naquele preciso instante que amamos, que somos amados. Amar não é só isso.

Amar é nunca nos chatearmos com a pessoa com quem dividimos esta bênção que se entranha nas veias, que nos percorre o coração, que nos aquece o corpo, a alma. Amar não se define por isso.

Amar é não ser preciso falar para o outro nos perceber, é simplesmente trocar um olhar para escrevermos no ar, que nos une, uma imensa carta de amor, para percorrermos todo o seu sorriso, para nos desligarmos do mundo no seu beijo. Amar nem sempre é isso.

Amar é a todos os segundos, pequenos pedaços de tempo, ser apenas a maior certeza do mundo, o paradoxo da incerteza, que nos domina. Ter a firmeza que os defeitos não existem. Amar pode não ser apenas isso.

Se não é isso, se não é só isso, se não se define por isso, se nem sempre é isso, se pode não ser apenas isso… afinal, o que é amar?

Amar é ser incapaz de descrever o que se sente. Permanecer mesmo que tudo o que acima foi enumerado falhe.

Amar é não desistir… da procura da palavra certa, do momento mais que perfeito, do brilhantismo ofuscante da cintilação anterior!

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