Ui que o meu avô também dava beijitos!

Encetando armas para ir em fronte a mais um desafio. Quais as diferenças, dos namoros, do tempo dos nossos avós para o nosso tempo?

O amor não é apenas universal, é intemporal. Se eu hoje amo, com toda a certeza, em análogos tempos houve outros que amaram. É confuso, constrangedor, para nós imaginar familiares, pais e avós, a consumarem o seu amor. Porém, se não o fizessem como aqui estaríamos? Como poderíamos renegar o pensamento de imaginá-los a consumar esse amor? É algo em que evito pensar, mas não negando a sua veracidade. Eu sou fruto do amor, primeiramente dos meus avós, ora paternos, ora maternos, posteriormente do amor, do desejo, dos meus pais.

Hoje, viajamos pelo centro de uma cidade e vemos jovens casais a beijarem-se, com a intensidade da certeza que o amanhã não existe. Vamos a uma discoteca e vemos namoros de horas, com a adrenalina de saber que se ainda não for para casar que pelo menos seja para desfrutar. Viajamos por restaurantes e vemos casais a gozarem uma refeição, que não vale pelo seu paladar, vale pelo seu significado, pela prova do amor. Vemos jovens apaixonados que aos 15 anos já transitam entre as suas casas como se o seu futuro fosse, inequivocamente, junto. Poderá ser, poderá não ser.

Retrocedendo 50 anos, o amor estava lá, faltava a liberdade. Os beijos existiam, não no centro das cidades, ou nas discotecas, existiam debaixo de árvores que camuflavam o momento, atrás de esquinas que ocultavam a paixão. O desejo não era o de hoje, era dez, quinze, vinte, mil, um milhão de vezes maior. Nós hoje transformamos o desejo em prazer à velocidade de um TGV: casa; carro; hostel; praia; por ai fora. Consigam, agora, contrariar esse desejo, essa imensa prova de amor que é a união de corpos, por dias, meses, anos. Conseguem imaginar a forma como isso tornava o amor ardente, fogoso, arrebatador? O desejo não tinha como ser banalizado, as loucuras eram trocadas por conhecimento aprofundado do outro. Não se amava apenas com desejo ou o desejo, amava-se a pessoa.

Oh romântico, romântico. Não era tudo tão belo, o que hoje são os divórcios, na altura eram as penitências sociais. Sofrendo, mantendo a felicidade ou não, interessava nunca mostrar a uma sociedade de valor mesquinhos que o amor tinha acabado, que o encanto se tinha tornado violência, fosse ela física ou psicológica.

Presentemente: elas são piores que eles! Verdadeiramente, não sei se serão, sei que se aproximaram ao que eles eram. Não obrigatoriamente num sentido negativo, ainda que implícito, mais num sentido de equidade. Eles eram o controlo, podiam dominar, trair, fazer e desfazer, que a sociedade tradicionalista as obrigava a manterem-se unidas a uma fachada, chamada casamento. Hoje eles traem e elas mandam-nos embora, elas traem e vão embora. Equiparou-se, o que era exclusividade dos homens, tornou-se, igualmente, uma realidade feminina.

Porém, a esperança não morre… propensões não são normas!

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