Oh Primavera, Primavera…

Não te acredites neles, eles mentem-te, enganam-te. Fazem-te declarações de amor, mas só vêm em ti um pré-verão, um aquecimento para ele. Eles falam como se fosses perfeita, mas só têm, por ti, indiferença. No dia 21 de Junho à noite, no dia 22, já não se recordam que exististe. Eu não, eu sou diferente, gosto de ti de verdade.

Eu sei que ainda agora chegaste e contigo já trouxeste o pó amarelo, o rastilho da pólvora das alergias, mas eu gosto de ti.

Uns sorriem para as flores que desabrochas do chão, outros espirram para elas. Uns fazem-te lindos poemas, inspiram-se na tua cor para belas obras literárias, outros desesperam, sentem-se revoltados, com a comichão das alergias.

Fazes-nos espreitar o verão, mas teimas em trazer alguns dias dignos de inverno. Não nos permites dizer se és uma estação quente ou uma estação fria. Nem és carne, nem és peixe, és assim-assim! És uma estação assim-assim.

És tu que trazes os enxames, não és? Corrige-me se estiver errado, enganado. Não deixo de gostar de ti, não mesmo. Não me trazes o aconchego do inverno, nem a loucura do verão, mas também não és o descolorado do Outono, és quem és e eu gosto de ti por seres quem és… Primavera!

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