A escolha que nunca farei

Hoje, sábado, 17 de Março de 2012, estou novamente em frente ao computador com a certeza de ter mil temas para falar com vocês e não saber qual escolher. Não sou indeciso, mas a abundância é uma inimiga terrível, a maioria das vezes num bom sentido, ainda assim terrível.

Alguma vez viram uma pessoa com pouca roupa ou calçado, indecisa com o que vestir? Alguma vez viram uma pessoa pouco abonada de alternativas, indecisa com o que fazer? É muito provável que não. A agonia da escolha pertence aos afortunados. Parece contraditório, é contraditório, mas é a verdade. A pura verdade!

Os momentos aflitivos, devemos fazer uma coisa ou outra, escolher uma coisa ou outra, não são mais que a prova da fortuna, riqueza, da nossa vida. Não nos desligando, em momento algum, dos antagonismos que nos guiam, fazemos desses momentos de suposta alegria uma autêntica dor de cabeça. Poderia criticar-vos, ou criticar-me a mim, mas não o farei. Não o farei porque é algo inerente a nós, algo que nos cria uma complexidade diferenciadora dos restantes seres-vivos.

Enfim, principio o quarto paragrafo sabendo que estou a terminar um texto que inicialmente estava indeciso sobre o percurso dele, paradoxalmente não sabendo sobre o que escrevi.

Hoje, amanhã, um dia, quando estiverem perante uma decisão, uma difícil decisão, antes de sofrerem com ela, lembrem-se que se têm escolha são uns afortunados. Sorriam perante a escolha,  será sempre melhor do que não ter alternativa.

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