Geração Futre

Futre é sem dúvida uma das figuras imergentes do panorama nacional, seja ao nível dos comentários futebolísticos, das histórias deliciosas, das loucas aventuras dos anos 90, das ideias mirabolantes, das publicidades engraçadas ou das presenças nocturnas. É uma imagem que vende.

A verdade é essa, Futre é uma miscelânea apetecível de ingredientes:

– Simpatia
A forma alegre e bem-disposta com que encara cada assunto faz dele um convidado agradável para talk-shows. Não descurando a sua abertura para falar de tudo, sem pudores ou politicamente correctos. Alta definição, 5 para a meia-noite, entre outros, vão comprovando isso mesmo.

– Respeito e admiração
O seu passado futebolístico, aliado às oportunidades de emprego que tem criado, fazem dele uma figura respeitada e admirada. Foi um deus na sua arte e hoje, fazendo usufruto disso, apoia, ajuda e potencia outros em algo tão escasso como o emprego. Posso até afiançar que num dos seus programas – Noite do Futrebol – ligou um senhor para agradecer uma cadeira de rodas que um dia ele ofereceu, ao que de imediato Futre solicitou que deixasse o número para mais tarde ligar. Avisando, desde logo, o ‘Mano Sousa’ que aquele não era assunto a ser ali tratado. Desperdiçou uma hipótese de valorização de imagem por intermédio de outros, pode não querer dizer nada mas também pode querer dizer muito.

– Palermice, aliada a auto-conhecimento
Da mesma forma que se torna alvo de chacota pelas constantes chacinas que faz à língua portuguesa, ele inteligentemente aproveita-se desse seu handicap (opcional, diga-se), para acrescento de valor, também, nas áreas da comédia. Conforme atesta o anúncio da Meo. Ao qual se poderia acrescentar o do Licor Beirão, movido pela hilariante história do Porsche amarelo. Convém referir que a história é hilariante por ser o próprio a conta-la, de outra forma seria apenas uma história de alguém perspicaz.

Por toda esta junção de factores é que considero que devemos pertencer á geração Futre.O dom de nos rirmos de nós próprios, de nos conhecermos ao ponto de brincar com os nossos defeitos e torná-los mais-valias. Necessitamos ter a nossa arte, o que realmente dominamos, aliando uma capacidade de empreendedorismo e adaptação que facilmente nos faz ter papel de destaque na área de outros, vindo isso de um profundo auto-conhecimento.

Sou gestor de marketing, mas garantidamente posso adaptar-me a gestor de recursos humanos, ir dar uma perninha de secretário ou calçar umas luvas e ajudar no armazém.

Quem, hoje, ‘nasce’ gestor e quer ‘morrer’ gestor, não vai passar de um sofredor.

Vivemos a era do ‘multitasking’, de uma forma caricata, o Futre personifica-o.

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