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Engolir sapos

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Este é um desafio que surgiu de forma inusitada. Jantar, copos, amigos, café, pacotes de açúcar… e ai está! Foi de um pacote de açúcar.

Engolir sapos pode ser doloroso, especialmente se eles estiverem vivos. Irão corroer em todo o seu percurso até ao estomago, podendo ainda manter-se, por algum tempo, a espernear por lá! De forma literal é nojento, de forma figurativa é revoltante.

São assombrosos conselhos como: “Ainda vais ter que engolir muitos sapos durante a tua vida!”. Que raio de previsão para o futuro é esta? Que durante a minha vida muitas vezes terei razão ou opinião e não a poderei expor?

Para mim engolir sapos é isso: sentir que os outros estão errados e não poder expor a minha opinião. Se me disserem que expondo a minha opinião e sendo outra escolhida, também será um sapo que estou a engolir, eu irei discordar. Discordar veementemente. Se eu sinto que estão errados, se dou uma concepção alternativa, não estou a engolir um sapo. Não guardei para mim o que sinto que é o certo, dei hipótese de escolha. Com isso, só dei a oportunidade de outro engolir um sapo, de ter tido escolha e ainda assim ter optado pelo errado. De um dia mais tarde, arrogantemente ou humildemente, não me dizer, mas provar-me que eu estava certo.

Assim, não aceito que me digam que ainda tenho muitos sapos para engolir. Aceito se me disserem que durante algum tempo vou ter que os suportar a saltitar, a pular, a mexer e remexer, dentro da minha boca, mas com a certeza que os irei expelir à primeira oportunidade que me seja dada. Este blogue é a prova disso mesmo, não vivo de opiniões guardadas para mim. Não tenho receio do erro de juízo, de apreciação. Tenho é receio que nunca ninguém me corrija, que fique na ignorância… por engolir sapos.

Como nota final, deixem-me agradecer-vos terem lido o texto com o parágrafo mais nojento que alguma vez escrevi neste blogue.

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