Estou vivo

Não sei se poderei considerar-me proprietário de uma vida incrível, sei apenas que estou vivo. Estou vivo porque não cai em, assustadoras, dormências. Pela intensidade com que vivo e sinto as coisas vou-me mantendo à tona.

Sabem qual é a sensação de serem abalroados por uma surpresa? Pior ainda, por uma surpresa corrosiva e incerta, que apenas põe tudo em causa? Daquelas que não vos dizem nada de mal, mas também não dizem tudo de bom, como esperavam? Daquelas que simplesmente são uma incerteza que vos faz por tudo em causa?

O pior disto é a sensação que olhando para a esquerda, para a direita, para a frente, ou espreitando por cima do ombro para trás, está sempre lá. Não vai a lado nenhum, teima em estar lá. Vai calcorreando pelos nossos pensamentos, vai andando connosco para onde vamos. Está sempre lá.

Como já perceberam, tive uma dessas surpresas. Se por um lado é incomodativa e até assustadora, por outro é a prova que estou vivo. É a chave da ignição, que com o barulho do motor, me acorda, me tira de confortos incómodos, de rotinas pouco vantajosas.

Não sei até quando cá andarei: sei que não vão ser sempre sorrisos ou facilidades, sei que ainda tenho muito para sofrer e me assustar, sei que ainda vou ter que batalhar, que trabalhar, mas sei também que vou ter sempre quem me ama, quem me apoia, quem me admira e quem me aconselha e por essas pessoas, assim como por mim, só posso dar tudo.

Como nota final deixo quase um chavão:

Vive! Não vai ser fácil, mas vai valer a pena!

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