Agricultor é a tua tia!

Este título é um ajuste da, já famosa, frase de Predo Santana Lopes. Enquadramentos à parte, eu hoje escrevo para enaltecer o nosso governo. Acredito que possa ser custoso de acreditar após os últimos posts, mas é verdade. Pura verdade!

Aquando da maior feira mundial de agricultura, na Alemanha, a nossa ministra, Assunção Cristas – senhora muito simpática, que apresentou o seu íntimo numa reportagem da Sic – anunciou que o governo português irá ceder cerca de 30 mil hectares, espalhados pelo país, a jovens agricultores. Espera-se que o concurso pelos lotes se inicie em meados de Março. De louvar!

Esta medida ganha notória importância, por dois factores: económicos e culturais.

Desde há algum tempo que venho proferindo que o sector primário pode ser a salvação. Não ambicionando que encetemos exportações suficientes para cobrir o défice, somente que seja possível aumentar a produção agrícola e com isso chegar a mercados, até agora, inexplorados. Isto, a fim de conseguir uma diminuição de preço que nos permitisse consumir internamente a nossa produção agrícola, de qualidade, podendo ainda fornecer países de solo pouco fértil. Afianço que ajudaria muito a equilibrar a balança comercial. Honestamente, penso que a agricultura é o que de melhor temos, juntamente com o turismo. Pensemos o que vende o nosso país, ao nível do turismo: clima, paisagens, pessoas e a gastronomia. Ora, o clima influencia a agricultura, a gastronomia advém da agricultura. Querem melhor estudo de mercado que este? Querem maior prova da qualidade do produto?

No que se refere ao nível cultural, é simples de esclarecer… é à borla! O povo português teima em ver a agricultura, o sector primário, como um passo atrás. Mas como bons portugueses que somos sendo oferecido não há nada como testar. «Não gosto nada daquilo, mas é à borla, não há nada a perder!». Logrando assim que esta medida seja o rastilho, a acendalha, que faltava para nos conduzir no que pode ser um bom motor para a, nossa, economia.

Resta dar o acompanhamento, merecido, aos jovens agricultores a que sejam atribuídos os lotes. Bem como criar políticas facilitadoras para os restantes. Isto poderia alargar-se a outras áreas, mas deixo isso para outro post.

Por tudo isto, deixo uma nota final, que ultimamente não tem sido meu apanágio:

Parabéns ao Governo. Parabéns à Sra Assunção Cristas.

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