Cultura do Toque

Toque é sedução, é carinho, é confiança. É primordial no alicerçar de uma vida partilhada, é um expoente de relações, sejam elas de que tipo for. O toque é paixão!

Seduzimos com um toque, após longas horas de conversas, de interesse mútuo, de desejo camuflado, não é o beijo que nos mostra o Éden, é o toque. Pela intensidade dele percebemos a química, despontamos o sorriso e sentimo-nos a entrar no calor da conquista, no início da partilha.

Acarinhamos com um toque, seja uma palmada nas costas ou um aperto de mão, forte, intenso e duradouro, demonstrando a nossa presença incondicional. Não o dizemos porque a cultura masculina não é bruta mas é brusca, não é parva mas é indelicada, não é meiga mas é intensa. Para o homem não basta ser, também precisa de parecer. Desconfiem de homens, de gerações recentes, com machismos vincados. Os tempos mudaram. Nem roubar o sítio da mulher, nem estender os pés no sofá para ler o jornal. Hoje existe a cultura do toque, retracta o aproximar.

Tocar é confiança. Tocar é pessoal, é cúmplice. Assim que tocamos ganhamos a confiança, eliminamos o sítio ao meio, a distância. Aproximamos, deslizamos corpos ao encontro um do outro, em movimentos dignos de slow motion, até que, dedo por dedo, existe o toque. Seja um amigo, uma conquista, ou uma pessoa que começamos a amar, nunca mais nada será igual. Conquistamos a sua confiança, tornamo-nos merecedores do seu respeito e criamos uma responsabilidade.

Aproveito este último parágrafo como trampolim para dar um saltinho ao Marketing, nos últimos posts tenho passado pouco por lá. O Marketing é toque. O marketing procura o desejo do consumidor e vai seduzindo-o com o que ele procura no produto. O marketing percebe que ele não compra o carro porque é veloz, percebe que ele o compra porque lhe aquece o íntimo, lhe mexe com a auto-estima. O marketing acarinha o consumidor, agradece a sua existência com cartões de cliente. O marketing conquista a confiança, derruba as estratégias de venda ao engano, o marketing assim que consegue o toque, o aperto de mão, a primeira compra, acarreta em si a responsabilidade de não mais perder este potencial consumidor, que se tornou comprador e com o evoluir das estratégias de reconhecimento virou cliente, amigo. O marketing é pessoal, é sensível. Tem o dom de trabalhando para milhares, talvez milhões, de pessoas, aquecer cada uma como se fosse apenas para si que ele se debruçasse. O Marketing é fascínio, é curiosidade, é desejo e é conquista. Eu fui conquistado!

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3 thoughts on “Cultura do Toque

  1. gosto, bastante!!
    primeiro porque a minha profissão passa um pouco por isso mesmo! o toque! é algo íntimo e sinal de confiança, e adoro isso! gosto da sensação que cada vez que faço uma massagem, uma mobilização, uma manipulação, etc, quebrei mais uma barreira na confiança da outra pessoa em mim!
    segundo porque sou uma pessoa tipicamente carente, e o toque faz parte da procura desse carinho!seja num aperto de mão mais forte, seja num acto mais sexual, sentir o calor humano de alguém é algo que me faz sentir mais real e humano!

    • Percebo perfeitamente o que dizes, não sei se sou carente, mas sou claramente alguém que é apaixonado por demonstrações de carinho, desejo, amor ou amizade. O que me fascina no toque é que engloba tudo isso… humaniza!

      • uiii isso como frase pro carnaval… “quero sentir o teu toque, ele humaniza-me!” =P DT a fazer sucesso sem dúvida!

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