Portugal, um país de antagonismos… e de loucas paixões!

Oh Portugal, Portugal... o quão complicado tu és!

Numa das minhas viagens pela Internet, alternando o entretenimento com a procura de informação, esbarrei num título que tornou a minha leitura obrigatória: Mais trabalho, menos emprego. Facilmente imaginam do que ele trata. Dos novos acordos, da aniquilação dos feriados (desculpem o termo grosseiro mas foi o único que consegui usar) e por consequência dos problemas de colocação para a mão-de-obra jovem. Nada que seja novidade, apenas achei delicioso o título.

Achei delicioso porque é contraditório. Não é isso que Portugal é? É um país minúsculo, que grandiosamente descobriu meio mundo. É um país latino, supostamente malandro, que vê o seu trabalho ser reconhecido por todos lá fora. É um país onde há escassez, muita escassez de dinheiro e que consegue divertir-se como poucos. É um país á beira-mar plantado, com solo fantástico e clima propício, que teima em virar as costas ao sector primário pela sede de informatizar. É um país de gente bonita, que teima em elogiar as belezas escandinavas e manter o fascínio pela ‘lindeza’ sul-americana. É um país de excelência individual no desporto, na ciência, na gestão, na saúde, (…) e ainda assim consegue amedrontar-se em frente aos estrangeiros, se falam com sotaque já são melhores. Aí de um Mourinho ou Ronaldo que tente contrariar isso, torna-se logo num arrogante que devia ser mais humilde, como um Guardiola ou Messi. Portugal é isto, um país de cultura contraditória.

Talvez seja por eu trabalhar na minha área, por ter amigos incríveis, uma namorada que amo, uma família que me apoia mas eu delicio-me com estas contradições. O dom natural que temos para criar problemas torna a vida neste pequenino país uma azáfama constante. Eu gosto dessa azáfama, faço e desfaço, grito e remo-o, sorrio e choro, mas estupidamente custa-me imaginar longe de tudo isto. Chamem-me masoquista, que eu chamo-me um louco saudável. Não me fascina entrar às 8h, com o sol por raiar, e sair às 18h, com o sol-posto… trabalho-casa, casa-trabalho!

No entanto, com isto não quero dizer que não ambiciono experimentar algo diferente. Já vivenciei por algumas horas, dias, pequenas rotinas de amigos que deixaram para trás tudo isto. Eles têm qualidade, como posso não ambicionar tentá-lo? Não posso, o dinheiro existe para ser ganho e o que não me falta é dinheiro… por ganhar!

Simplesmente, nestas, longas e em alguns momentos maçadoras, linhas vos queria dizer que o que crítico de Portugal… também é o que eu amo de Portugal!

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